Sem medo de ferroadas
Um outro nível de risco é vivencido pelo apicultor Cirineu Palivoda, de 36 anos, sempre que o profissional é solicitado para retirar colméias ou casas de vespas nos centros urbanos de Curitiba e Região Metropolitana. A maior demanda pelo serviço ocorre no período de calor, quando chega a retirar de 30 a 40 casas dos insetos, por mês. A empresa do apicultor, provavelmente, seja a única credenciada pela Associação dos Apicultores do Paraná para prestar o serviço na RMC.
''Meu trabalho não é o que muitas dedetizadoras fazem, de simplesmente matar as abelhas. Faço a retirada das colméias de acordo com a legislação vigente, levando-as para minha propriedade. Ficar com as abelhas é a parte vantajosa do serviço. Exterminá-las só em casos extremos'', esclarece ele, enquanto faz a retirada de um casa com cerca de 25 mil abelhas de uma escolinha, no centro de Curitiba. O apicultor acha sua profissão arriscada, conta que já levou centenas de ferroadas, num único dia, mas que já é imune ao veneno.
Mas nem por isso, ele dispensa os equipamentos de segurança e procedimentos adequados para retirada das colméias, como aplicação de fumegador e transportar os enxames em casas padronizadas. ''São insetos que atacam caso se sintam ameaçados. Fazer a retirada de colméias no meio urbano ainda é mais perigoso, pela proximidade com a população e porque elas se tornam mais agressivas'', pontua Palivoda.
''Um amigo faleceu porque resolveu fazer a retirada sozinho, há pouco tempo, jogando água nas abelhas e sem usar a roupa especial. Levou 37 ferroadas e morreu. Todo cuidado é pouco para evitar ataques na vizinhança e aos animais domésticos, o serviço deve ser feito por profissionais'', explica ele, que demora até duas horas para fazer a retirada das colméias. (F.G.)





