Sem fronteiras: nasce o euro, explodem as fusões
Agência Folha
Em 99 o mundo ganhou uma nova moeda, embalada pela onda dos mercados comuns. O euro nasceu no dia 1º de janeiro, embora a circulação da moeda na prática só vá começar em 2002. Dos 15 países que integram a União Européia, 11 têm o euro como moeda.
Este foi um ano marcadamente de queda das fronteiras. As fusões explodiram no mundo todo, com grandes grupos comprando concorrentes, incorporando empresas, fundindo-se em associações gigantes. A MCI e Sprint anunciaram a maior fusão da história. A empresa de telecomunicação norte-americana MCI confirmou, em 5 de outubro, a compra da Sprint por US$ 129 bilhões: a maior fusão de empresas já realizada na história. A nova companhia terá 35,8% do mercado de telefonia de longa distância dos EUA.
Volvo e Mitsubishi também decidiram unir esforços para criar o número 1 em ônibus. A associação entre a construtora sueca e a companhia japonesa (quarta maior fabricante japonesa do setor automobilístico), anunciada em 8 de outubro, deve dar origem à empresa número um do mundo na produção de caminhões e ônibus, superando a alemã Mercedes Benz. A Volvo adquiriu 5% do capital da Mitsubishi, numa transação de US$ 271 milhões. O grupo japonês se comprometeu a adquirir 5% do capital da empresa sueca até 2002.
No mundo da moda, a ordem também foi juntar forças. O grupo italiano de roupas e acessórios de luxo Gucci anunciou, em 16 de novembro, a compra da empresa francesa Sanofi Beauté, detentora da marca Yves Saint Laurent, por US$ 1 bilhão.
Foi, também, um ano de homenagens. O fundador da Ford Motor, Henry Ford (1863-1946), foi escolhido o empresário do século no ranking feito pela revista norte-americana Fortune. O empresário norte-americano fundou a Ford em 1903.
O meio empresarial perdeu um dos fundadores da multinacional japonesa Sony, gigante do setor de eletrônicos. Akio Morita, 78, morreu, em 2 de outubro, em Tóquio (Japão). Líder empresarial admirado no mundo todo, Morita foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da economia japonesa no período do pós-guerra.
No final do ano, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Michel Camdessus, 66, anunciou sua renúncia do cargo, dois anos antes do fim de seu terceiro mandato.





