Sem colegas e professor, estudante fica desestimulado
Disciplina é fundamental para o aluno concluir um curso a distância. Isto porque a falta de colegas e a ''falta'', pelo menos física, do professor, podem levá-lo à chamada síndrome do isolamento, responsável pelo alto índice de desistência neste tipo de ensino. No Brasil, segundo o coordenador técnico e científico do Centro de Excelência Esportiva (Cenesp) da UEL, Ronaldo José Nascimento, a cada 10 alunos que iniciam um curso a distância, quatro desistem.
Nascimento explica que no Brasil os alunos estão muito ligados à figura do professor em sala de aula e ao modelo de educação em que o professor detém a informação para transmití-la ao aluno. Segundo ele, o aluno não é educado para ser autodidata. ''Aí quando ele passa a ter que estudar por conta, como fazer?'', disse Nascimento, ressaltando que mesmo nos cursos universitários presenciais, o aluno já ''tem que se virar'', estudando sozinho, com ''ações tipicamente a distância''.
Por conta dessa cultura é que na Unopar o modelo de ensino a distância adotado tem aulas obrigatoriamente em salas comunitárias e com o professor ao vivo, pelo telão. ''Se o aluno perder a aula, ele pode assistir depois pela Internet, mas em atividades em grupo ele não recupera a presença. Com esse modelo nossa taxa de evasão é próxima ao dos cursos presenciais, não chega a 10%'', explicou o professor Paulo Ricardo Diniz, diretor do Centro de Ensino Presencial Conectado. A Unopar tem hoje 12 mil alunos no ensino a distância em quase 200 salas comunitárias espalhadas pelo país.
Já a Universidade Federal do Paraná adotou este ano uma nova tecnologia, a transmissão da aula, via internet, em tempo real, com a possibilidade do aluno esclarecer as dúvidas diretamente com o professor.





