Demonstrações de vergonha e, às vezes, recusa de afeto. Criança que fica arredia ao contato físico ou que passa a esconder o corpo em situações naturais como na hora do banho. Sinais como esses podem ser indícios de que a criança está sofrendo abuso.
O psicólogo Roberto Alves Banaco conta que culpa-se a vítima e não o agressor do abuso sexual. Segundo ele, o abusado sempre acaba com dúvida se foi ou não cúmplice do ato que sofreu. ''Quando uma garota usa uma saia curta ou tem um comportamento considerado leviano, é bem capaz de ser culpada pelo abuso que venha a sofrer. Então, ajudar o adolescente é fazê-lo encarar que foi vítima de alguém que tinha, ou deveria ter discernimento e não teve''.
Banaco ressalta que para ajudar o menor a superar as consequências emocionais do abuso sexual, as pessoas devem agir da mesma forma que se ajuda a superar qualquer outro tipo de abuso. ''Depende muito de como o meio social vai encarar o fato. Se a pessoa abusada tiver um apoio social, livre de preconceitos ou julgamentos pré-concebidos, é possível superar a situação. Caso contrário, a pessoa estará sempre revivendo a culpa pelo que sofreu''. (F.B.)
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