Obras nas quais foram adotadas técnicas e produtos considerados sustentáveis têm a possibilidade de receber certificação que atestam a responsabilidade ambiental da empresa. Uma das mais utilizadas no Brasil é o selo verde da construção proveniente do Green Building Council (GBCB), que fornece o selo Leed (sigla em inglês que significa Liderança em Energia e Design Ambiental), o qual atesta a preocupação ambiental de edificações e eficiência, de acordo com uma pontuação (40 a 110 pontos) em quatro níveis: básico, silver, gold e platinum.

Segundo o presidente da GBCB, Marcos Casado, para a obtenção do selo é necessário cumprir alguns quesitos de forma a tornar as construções ainda mais eficientes dentro de padrões ecologicamente corretos. ''Para tanto, é preciso que apresentem novas soluções, como processos de economia de energia e utilização de materiais reciclados e sustentáveis'', explica. Segundo ele, estima-se que uma obra sustentável tenha um custo em torno de 1 a 7% maior do que um empreendimento comercial, dependendo do nível de certificação. ''Valor facilmente coberto pelo retorno na redução dos custos operacionais'', destaca.

Além dos benefícios nos custos operacionais, como economia de cerca de 50% no gasto de água e 30% de energia, o diretor destaca que o empreendimento com selo verde traz qualidade de vida, conforto e maior produtividade aos ocupantes da obra, devido ao aumento da luminosidade e diminuição do uso de ar condicionado, por exemplo. ''Há ainda a valorização da marca no mercado e do imóvel, em função dos investimentos e visibilidade decorrente da postura alinhada ao conceito de sustentabilidade'', diz, complementando que, hoje, a maior demanda por produtos movimentou o mercado, aumentando a oferta de produtos e serviços do ramo. Com isso, houve melhora nos níveis de qualificação das certificações.

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