O imóvel é considerado a forma mais segura de se fazer um investimento. Ao contrário de outras formas de aplicações, como as ações, os imóveis apresentam rendimento menor, porém, os riscos de se perder dinheiro também é pequeno. Sem contar que o imóvel provê duas formas de rendimento: o da valorização do imóvel e o do aluguel. E são raros os momentos que os imóveis desvalorizam ao invés de valorizarem.

"Tradicionalmente, investir em imóveis é seguro. Tem o valor médio, que ao longo do prazo vai aumentar, e o investidor vai ter ainda uma renda mensal se iniciar aluguel, que a cada 12 meses corrige o valor pelo IGPM", observa o educador financeiro Silvio Bianchi, da DSOP - consultoria de finanças pessoais . "As pessoas se esquecem que também existe a valorização do bem. E um bom imóvel sempre tem um bom mercado", observa Marcos Moura, vice-presidente de Lançamentos do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR) e também proprietário das imobiliárias Mônaco e Atual.

De acordo com os últimos dados do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento Imobiliário e Condominial (Inpespar), ligado ao Secovi-PR, de fevereiro de 2014 a fevereiro de 2015, o preço do imóvel residencial usado em Londrina aumentou 8,04%, ficando um pouco acima da inflação no período, de 7,7%. Já o imóvel comercial usado apresentou variação de 7,14%.

"Nos últimos dez anos, não houve queda da valorização dos imóveis", diz o diretor comercial da imobiliária Santamérica, Alexandre Moretto. "Pelo contrário, valorizou mais que a inflação." Quando comparado a outros investimentos, historicamente, o imóvel também tem apresentado valorização maior em longo prazo, afirma também o diretor de Incorporação da A.Yoshii Engenharia, Silvio Muraguchi. Em 2014, o reajuste do valor do aluguel também teve aumento de 8,91% em relação a 2013.

Por este motivo, os imóveis são destinados a quem busca por um investimento seguro e de baixo risco, diferentemente de outros tipos de aplicações, como as ações. "Quem investe em bolsa de valores espera um retorno rápido, mas o risco é maior", diz Olavo Batista, gerente da Plaenge em Londrina. "Neste momento de turbulência, as pessoas buscam segurança."

"As pessoas que investem em imóveis têm a estratégia de preservar a economia em época de inflação alta, pois tem risco baixo e retorno seguro", diz ainda o gerente regional da Vanguard, Rodolfo Sugeta. O imóvel é uma forma de investimento que sofre poucas interferências do governo, e isso proporciona mais segurança ao investidor. "Os imóveis são pouco sujeitos a manobras políticas e financeiras do governo. Ninguém vai congelar o seu imóvel, pois ele é seu patrimônio", comenta a diretora de Incorporações da construtora Quadra, Fernanda Pires.

Do total de clientes das construtoras londrinenses, 20% a 40% são investidores. "O imóvel sempre foi a forma mais segura de se fazer um investimento. Tem menos volatilidade, por isso o investidor corre menos riscos", resume José Carlos Salgueiro, diretor comercial da construtora Artenge.

DÉFICIT HABITACIONAL
O grande déficit habitacional que se mantém em todo o País, inclusive em Londrina, é outro motivo pelo qual profissionais do ramo imobiliário acreditam que o imóvel é um bom investimento. De acordo com Fernanda Pires, da Quadra, o déficit habitacional em Londrina chega a 35%. "Ainda tem muita demanda por imóvel."

O estoque de imóveis na cidade, segundo informações do Inpespar, mantém-se em 440 unidades comerciais e 6,5 mil unidades residenciais, sendo que 17% deste estoque encontra-se na região central e 13% na região da Gleba Palhano. "No nosso país temos um crescimento orgânico da população que acaba resultando em necessidade de mais moradias e, se houver crescimento da renda, cresce a demanda por melhores moradias", observa o diretor de Incorporação da A.Yoshii Engenharia, Silvio Muraguchi.

RESERVA
Entretanto, o educador financeira Silvio Bianchi alerta que o investimento em imóveis só será um bom negócio se o investidor já tiver pelo menos 50% do valor do imóvel. "Nossa recomendação é que, se o investidor tiver já poupado 50% do valor, é um bom momento para negociar, pois ele já tem uma entrada importante em mãos e poder de negociação."

Neste momento, os preços dos imóveis podem estar mais baixos devido à crise, mas ainda assim a compra deve ser cuidadosamente planejada, reforça Bianchi. "Se o investidor não tiver uma reserva financeira, não é um bom negócio. O risco é muito grande, pois o investidor vai se endividar por no mínimo 30 ou 50 meses. Se em algum momento ele não conseguir pagar, vai perder tudo. Agora que enfrentamos uma situação de incerteza financeira, a palavra de ordem é planejamento."

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Os imóveis são destinados a quem busca por um investimento seguro e de baixo risco, diferentemente de outras aplicações, como as ações
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