Vivendo no bairro há quase cinco anos, o comerciante Amauri Krailink já teve o supermercado assaltado duas vezes. A ação de um deles está na memória até hoje. ''Estavam em quatro homens, armados. Entraram e levaram todo o dinheiro dos caixas, cigarros. Meu medo era algum tiroteio, porque o mercado estava lotado'', conta. Segundo Krailink, a situação mudou consideravelmente depois que o Conseg foi criado e passou a buscar soluções para melhorar a situação da segurança no local. ''Só o fato de haver o monitoramento já inibe. Até pode ocorrer, mas um marginal não vai correr o risco de entrar num lugar que pode ser identificado'', opina.
A moradora Sirlene Mariano concorda com o comerciante. ''Acho que os bandidos se sentem mais acuados'', sugere. Mas, com tantas câmeras, não pode haver invasão de privacidade? ''Talvez sim, mas a segurança vem em primeiro lugar'', completa. Sirlene acha ainda que o exemplo pode ser levado para outros lugares. ''É um modelo, né? Podiam copiar a idéia em outros bairros'', sugere.
Para José Diogo, morador, só quem estiver com medo vai reclamar. ''Se não deve não teme, não é? Então acho que esse papo de privacidade não cola. Tem que haver é segurança'', analisa.
Para o diretor de segurança do Conseg, Luiz Vieira, existem apenas algumas reclamações de pais, cujos filhos são flagrados cometendo algum ato ''ilícito''. ''Havia esse problema, mas agora podemos contar com a imagem. E quando ela é mostrada, aumenta nossa credibilidade'', informa Vieira.
Com quase 5 mil moradores, o loteamento Vitória Régia foi inaugurado em 2001. Hoje, 1.780 famílias vivem no local, uma população de aproximadamente 5 mil pessoas. (M.M.)

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