Segurança pública enfrenta crise
Na área de segurança pública, Londrina enfrenta hoje uma das piores crises do setor, mas nem por isso deixa de buscar socorro. As principais ocorrências, segundo o tenente Ricardo Eguedis, do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), são registradas no Anel Central, devido ao grande fluxo de pessoas. Os crimes vão desde furtos e danos ao patrimônio até os de natureza violenta, como sequestros, tráfico de drogas e homicídios.
A periferia também apresenta problemas, incluindo o tráfico de drogas. ''Os traficantes se utilizam dessas comunidades pobres para traficar''. De acordo com o tenente, o policiamento na cidade é feito baseado em estatísticas, onde são definidas ações, operações e utilização de reforços. Para isso é preciso que ocorram denúncias, atavés do 181 (Disque Denúncia). ''A população tem colaborado muito, tem denunciado e isso é importante para combater a criminalidade''.
No ano passado, R$ 720 mil foram investidos nas polícias em equipamentos, além da construção de dois módulos policiais. Uma central de monitoramento com câmeras também será instalada na cidade para garantir a segurança da população.
Outra medida que colabora com o setor de segurança é o repasse de 30% (o equivalente este ano a R$ 900 mil) feito pela prefeitura para as polícias Civil, Militar, Científica e Florestal, através do Fundo de Reequipamento de Bombeiros (Funrebom). O dinheiro é usado na aquisição de aparelhos e equipamentos para o combate à criminalidade.
De acordo com o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Jorge Coimbra, apesar de várias medidas, o maior problema ainda é a estrutura física. ''A segurança em Londrina é idêntica em oferta de pessoal de 15 anos atrás''. Para Coimbra, é o setor mais problemático da cidade. ''Os dirigentes entendem que outros problemas são mais importantes'', considera ele.
Segundo ele, quando foi criado, na década de 80, o Batalhão da Polícia Militar (5º BPM) tinha à disposição do comando cerca de 1.200 homens. ''Hoje são pouco mais de 800. A cidade se multiplicou e a polícia diminuiu''.
Já em relação à Polícia Civil (PC), as condições também não são as melhores. ''Desde 1945 a delegacia regional funciona no mesmo prédio, com funcionários que não chegam a ser o dobro do início dos trabalhos'', afirma.
Para Coimbra, Londrina apresenta uma ''realidade constrangedora, por isso não vemos policiais nos bairros, profissionais recebendo hora extra''. Para amenizar o problema, um projeto solicitando mais um batalhão na cidade e um melhor aproveitamento de pessoal foi elaborado e foi entregue aos candidatos que concorrem a cargos políticos nesta eleição. ®MD77¯(®MDNM¯M.O)





