Além da habilidade do piloto, o equipamento de segurança é fundamental para que o vôo saia perfeito e o piloto possa aproveitar ao máximo as correntes de vento e permanecer o maior tempo possível no ar.
  O segredo para um vôo-livre perfeito é seguir as instruções à risca. Antes de os pilotos saltarem, o instrutor checa as cordas e orienta a melhor trajetória para o vôo, observando principalmente a posição e velocidade do vento.
  O horário ideal para o lift (quando o piloto sobrevoa as proximidades da montanha) vai do amanhecer às 11 horas. O período entre 11 e 16 horas, é considerado horário térmico, quando os pilotos conseguem ascender e fazer evoluções no ar. ‘‘Neste caso, apenas os pilotos acrobáticos, mais experientes’’, explica Gil Glider.
  Depois de estender a vela, esticando as cordas de sustentação, o piloto se prende ao selet, uma cadeira com descanso de pé. Aí é só prender o peitoral, ajeitar as duas perneiras e o cruzilhão que prende e dá segurança ao piloto.
  Todo o comando do vôo é feito pelos batoques (alças de comando) controlados pelos pilotos com as mãos. ‘‘Puxando as alças para baixo, o piloto diminui a velocidade e faz o planeo. Levantando as alças, ele aumenta a velocidade’’, explica Gil
Glider.
  Um modelo DHV 1-2 pode atingir uma velocidade de 42 km/hora. O DHV 2 já consegue uma maior performance. O DHV 2-3 tem uma vela muito rápida e o piloto precisa ser habilidoso. Acima disso, os equipamentos são acrobáticos, de alta performance, e só podem ser utilizados por pilotos graduados, que participam de competições.
  As velas são feitas de agavenor (material plástico) ou fiber glass (tecido de náilon), capazes de sustentar o peso necessário para o vôo.
  Na mochila, o piloto leva um pára-quedas reserva, com capacidade para sustentar de 200 a 250 quilos. ‘‘Voar é um prazer que a gente tem, mas os riscos estão aí. À menor possibilidade de risco, abortamos o vôo e se algum imprevisto acontece no ar, o pára-quedas é acionado’’.
  Para quem quer se aventurar, não é um esporte barato. Um parapente novo, com durabilidade de 14 anos, pode ser adquirido por R$ 7 mil. Já um usado, que também oferece toda segurança, pode ser adquirido por R$ 3 mil a R$ 3,5 mil. (M.O.)

mockup