Segurança é preocupação na região da igreja
Dois seguranças contratados pela igreja são mantidos diariamente das 7 às 19 horas dentro da catedral. Com isso, é possível coibir 98% das tentativas de roubos dentro do templo, mas ainda assim, eventualmente alguém acaba tendo a bolsa ou carteira roubada.
Do lado de fora, a segurança é mais complicada. Por duas vezes seguidas, a catedral foi alvo do roubo do cabo de fios de cobre de seu pára-raios. Os comerciantes vizinhos também reclamam da situação. ''Só ontem teve três roubos aqui na rua'', diz um lojista, que prefere não se identificar. A não identificação para falar, aliás, é uma exigência de todos, que têm medo de represálias por parte dos muitos vendedores de drogas que atuam na região.
Segundo o primeiro tenente Márcio Roberto da Silveira, subcomandante da 1º Companhia da Polícia Militar, que atende o Centro de Curitiba, o maior problema da região são os moradores de rua e desocupados que ficam no entorno da Praça Tiradentes. ''É uma questão social, não dá para simplesmente mandar esse pessoal embora. Alguns cometem pequenos furtos, mas sem armas'', diz. O tráfico de drogas, de acordo com ele, é mais evidente à noite.
Os policiais militares, explica, têm problema para fazer o flagrante. ''Como a PM trabalha fardada, eles fogem quando vêem os policiais.'' Segundo o tenente, atualmente sete policiais estão destacados para atuar regularmente na região, em motocicletas, cavalos e viaturas. Também são realizadas operações especiais à noite, com ação conjunta de 15 policiais. (M.G.)





