Curitiba - Segurança é a preocupação maior em todos os carnavais das praias. Em Guaratuba, segundo o secretário de Turismo, Celso Cordeiro, o objetivo é resgatar o ''carnaval de família'', como ocorria antigamente. ''Há oito anos, o carnaval de Guaratuba era só na segunda-feira, quando saia a Banda de Guaratuba. Tinha também a escola de samba que uns 15 dias antes já saía diariamente batucando pelas ruas'', conta. Com a extensão do carnaval, a segurança ficou fora de controle, resultando inclusive em mortes.
A Prefeitura de Pontal do Paraná tem a mesma preocupação. ''Queremos incentivar o bom carnaval familiar'', diz a diretora de Turismo, Fátima Aguiar. O local de maior procura e tradicionalmente com mais incidentes, segundo ela, é Santa Terezinha, onde a maioria do público é jovem. Só ali são esperados 30 mil foliões.
O tema do carnaval de Guaratuba, ''Carnaval Só Alegria - Violência Não é Folia'', mostra essa preocupação. ''A intenção não é acabar com o carnaval, que pode até acontecer mais dias, mas antes temos que ter maior estrutura'', explica. Segundo Cordeiro, só um trio elétrico custa R$ 15 mil a R$ 18 mil por noite, custo que estava fora dos planos da nova administração, que assumiu a prefeitura com uma dívida de R$ 5,8 milhões.
Cordeiro estima que em uma noite serão gastos R$ 160 mil. O público, para ele, pode chegar a 350 mil pessoas. Além de 250 policiais militares que trabalharão na segurança, a prefeitura contratará mais 150 seguranças. ''Foi uma decisão de consenso. Teremos um dia de carnaval mas com segurança'', disse o vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Guaratuba (Sindimares), Anderson Silva Cordeiro, que, descontente com a decisão de fazer apenas uma noite de carnaval, chegou a ameaçar fazer um panelaço em protesto. (M.G.)

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