Segundo semestre pode apresentar recuperação
Ainda que tímidos e não profunda e devidamente analisados a longo prazo, começam a chegar do Japão alguns sinais de que a economia naquele país está reagindo e superando o período de crise mais aguda, vivida entre setembro de 97 e abril deste ano. Em maio, houve um pequeno aumento do investimento nos setores produtivos e as grandes empresas - indústrias automobilísticas, da alimentação e construção civil - voltaram a contratar mão-de-obra, ainda que em número reduzido.
Em Londrina, os reflexos deste início de recuperação econômica japonesa já são sentidos, mesmo que de maneira incipiente, pelas agenciadoras especializadas no envio de dekasseguis ao País do Sol Nascente. Só nos dez primeiros dias de junho, a Tokio Tur conseguiu embarcar nove londrinenses com empregos garantidos. Em abril e maio, juntos, a agência havia encontrado colocação para apenas oito dekasseguis.
As perspectivas são boas para o segundo semestre. A procura por trabalhadores brasileiros, felizmente, voltou a aumentar no Japão, comenta Alex Nonomura, um dos donos da Tokio Tur. Na Takashitur, que não conseguiu empregar nenhum dekassegui nos meses de abril e maio, a reação da economia japonesa é vista com cautela. Aumentaram as propostas de emprego, neste mês. Mas a oferta é basicamente para mulheres e as exigências de qualificação da mão-de-obra continuam grandes, explica a agente de turismo da empresa, Delise Aparecida Ribeiro.
VistosO agente de turismo da Yoshida, Alberto Anami, faz a mesma análise: Depois de da recessão total de abril e maio, voltamos a ter algumas ofertas de emprego em junho. Mas elas são quase que exclusivamente para mulheres; e aumentou muito o rigor na seleção das candidatas. A situação só deve se normalizar completamente, aos níveis anteriores, a partir de agosto e setembro.
Nos cinco primeiros meses deste ano, a Yoshida enviou ao Japão somente dez dekasseguis empregados, quando no ano passado a média mensal de trabalhadores encaminhados foi de 15. Segundo fonte do Consulado Geral do Japão no Paraná, sediado em Curitiba, a recente reação da economia japonesa - bancada com pesados investimentos governamentais em obras públicas - ainda não começou a surtir efeitos.
Isto pode ser comprovado pelo número de vistos de entrada emitidos em passaportes de dekasseguis. Até março, a média mensal de vistos era de aproximadamente mil. Em abril, este número caiu para cerca de 500. Em maio, o número de vistos emitidos prosseguiu em torno de 500. (O.C.)





