Segredo está na dose certa
E agora, o que fazer? A frase, comumente proferida por pais, quando a relação dos filhos com a internet entra na berlinda, tem algumas respostas, segundo a psicóloga Solange Beggiato Mezzaroba. ''Assim como o dito popular, que prega que a diferença entre o remédio e o veneno está na dose, a internet não foge à regra''.
Para que o ''remédio'' não se converta em ''veneno'', Solange sugere doses homeopáticas. ''A internet não é boa e nem é má, o que é bom ou ruim é o seu uso. Os pais devem estar atentos para que seus filhos não esqueçam do mundo, diante da tela do computador, e, especialmente, que consigam utilizar a ferramenta para um bom fim''.
Para que o objetivo adquira contornos reais, a psicóloga defende algumas rotinas, como horários de acesso definidos e bloqueio de acesso a determinadas temáticas. ''Assim como as empresas têm dispositivos para o bloqueio de sites não-recomendados, os pais poderiam fazer o mesmo. Não encaro essa restrição como censura. Trata-se de precaução''.
Uma vez precavidos, pais e educadores, nas palavras da psicóloga, devem conjugar educação e internet. ''A web não substitui os livros e nem entra no lugar do professor. Trata-se de uma ferramenta auxiliar'', considera. (T.N.)





