Os investimentos na área da saúde em Londrina, tanto para a assistência pública como para a privada, voltaram a crescer, e em ritmo acelerado. Em anúncio recente, a construção de um Pólo Médico, orçado em R$ 100 milhões e com previsão de entrega para daqui a dois anos. Em terreno localizado próximo ao Catuaí Shopping Center, o grupo empreendedor (formado em sua maioria por médicos) construirá um hospital com 120 leitos, maternidade, laboratórios e clínicas. Durante o período de execução da obra deve gerar mais de 800 empregos, e outras cerca de 2 mil vagas quando estiver concluído.
Enquanto isso, às margens do Igapó 2, o Araucária Apart Hospital está sendo edificado por iniciativa de três médicos que apostam num novo conceito de hospital para atender a crescente demanda por unidades hospitalares de média complexidade. A obra, que começou há dois anos, e já está com a estrutura concluída, inicia agora etapa de acabamento. "Esperamos estar funcionando no final de 2005", diz o médico anestesista Laerte Storti, um dos sócios do empreendimento que receberá investimentos de R$ 6 milhões.
Somado a estes investimentos, estão outras obras de hospitais e centro médicos especializados, já concluídos, em execução ou em projetos de expansão. O Hospital do Coração de Londrina, inaugurado há apenas 10 meses, por exemplo, já inicia sua primeira expansão - uma nova ala, com 1,2 mil m2, dobrando a capacidade para o atendimento das doenças cardiovasculares. Com previsão de término também para dezembro do próximo ano, a nova ala demandará investimentos de R$ 2,5 milhões em sua obra e elevará para 50 o número de leitos do complexo médico especializado.
Os hospitais mais tradicionais da cidade também estão fazendo adequações e ampliando o número de leitos. A Irmandade da Santa Casa está erguendo uma torre de 11 andares. Serão 180 novos leitos, dos quais 40 de UTI, e um centro cirúrgico com 10 salas. De acordo com o superintendente, Fahd Haddad, já foram gastos R$ 5 milhões e mais quinze milhões deverão ser investidos.
Quando a nova ala for inaugurada - a expectativa é final do próximo ano - serão gerados 650 empregos. Hoje, a Irmandade, que administra a Santa Casa, Mater Dei e Hospital Infantil, é a empresa privada que mais emprega no município, totalizando 1.860 funcionários. "A Santa Casa é um hospital estratégico do Ministério da Saúde", observa o superintendente. "É o único credenciado pelo Ministério a fazer transplante cardíaco no interior do Paraná", acrescenta.
O Hospital Evangélico, por meio de parcerias com médicos e empresas, reformou a ala do serviço de hemodinânica, que está com inauguração oficial marcada para este mês. Em março, o hospital que tem um quadro operacional de 900 funcionários, concluiu a reforma de 18 apartamentos, viabilizada pela parceria com a Unimed. E no ano passado, a cozinha passou por uma readequação completa, com apoio da empresa Prodiet.

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