São 373 veículos para cada mil habitantes
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Francismar Leme<br> Reportagem Local 
Se levarmos em conta que um carro médio emite por ano uma quantidade de poluentes atmosféricos equivalente ao seu peso, sendo que 60% da poluição atmosférica são provenientes dos automóveis, os londrinenses também têm dado a sua parcela de contribuição para o desequilíbrio do Planeta.
Fazendo as continhas dá um índice de 1,35 veículos por domicílio e 373 veículos por mil habitantes. Estatísticas revelam que o número de veículos na cidade cresceu 11,09% nos últimos cinco anos. Crescimento equivalente é observado no número de motocicletas 11,61%. Em se tratando de duas rodas, a preferência dos londrinense tem sido pela motoneta, número que aumentou em 19,19% nesse período. Para que tanto veículo circule, a cidade conta cerca de 2 mil quilômetros de pavimentação. Distância quase duas vezes maior entre Londrina e Belo Horizonte (MG).
São números de uma cidade que, mensalmente, consome 2.309.583 metros cúbicos de água, que abastecem 99,93% da população. 67% por cento dos moradores contam com rede coletora de esgoto tratado.
Uma Londrina que também é iluminada na zona urbana por 99% de cobertura elétrica e 90% de eletrificação rural. Somente no perímetro urbano são 150 mil casas ''acesas'', sendo que cada residência consome uma média de 170 kw/mês. O consumo residencial de energia dos londrinenses é de 300 mil kw/ano. Para que essa energia chegue a casa de cada cidadão são necessários 2,8 mil quilômetros de fios.
Mas é à mesa que as estatísticas sobre Londrina ganham um sabor a mais, revelando hábitos da população. De janeiro a dezembro de 2003, por exemplo, foram consumidas 168.222,65 toneladas de hortifrutigranjeiros.
Até o início de novembro de 2004, o número de hortifrutigranjeiros comercializado pelo Ceasa foi de 147.620,43 toneladas. Consumo que ajuda a encher os lixos domésticos com um volume anual de 109.200 toneladas. Por dia são produzidos 350 toneladas de lixo doméstico na cidade, sendo que 98% da população é atendida pela coleta.
Londrinense que é londrinense, praticamente, não vive sem celular. Basta um aparelho tocar numa reunião, que todos enfiam as mãos nos bolsos ou na bolsa para procurar o telefone móvel.
Somente a telefonia celular Sercomtel possui 14,56 terminais por 100 mil habitantes. No Paraná, a teledensidade é de 19,90 telefones por 100 habitantes e, no País, a cada 100 habitantes, 23 possuem o aparelhinho, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Celulares ou a internet conectam com o mundo profissionais alguns dos quais ocupam cargos no complexo industrial londrinense que, como aponta a Secretaria de Planejamento, é constituído de 3.104 indústrias de diversos setores.
A construção civil reúne o maior número, com 676 empresas, seguida do setor de vestuário, calçados e artefatos de tecidos, com 466 indústrias.
Se você procura emprego ou pensa em iniciar uma carreira profissional em Londrina, saiba que em algumas profissões a concorrência é grande. Médico é a mais concorrida, com 1.366 profissionais, seguida dos contabilistas que registra 1.232 contadores.
Os pioneiros que chegaram na ''Pequena Londres'' não imaginavam que 70 anos depois, as notícias que eram dadas boca a boca no início da colonização, estariam à disposição numa das 89 bancas de jornais e revistas da cidade. Também não sonhavam que o dinheiro que enchia os colchões na época do desbravamento, poderia ser depositado no futuro em uma das 107 agências e casas bancárias londrinenses.
A cidade que tem mais escritórios comerciais e empresas de representações comerciais 1.488 no total que bares e similares, cerca de 900, também tem uma população que se preocupa com a aparência. Os números da cidade revelam que existem mais estabelecimentos de beleza, aproximandamente 800, que mercados e mercearias, 744 no total.
Essa Londrina em números revela ainda dados curiosos, como a existência de pelo menos 25 motéis. Uma cidade em que profissões tão antigas como a de fotógrafo lambe-lambe, praticamente extinta, resistem ao tempo. Quem imaginou que sapateiro está nessa lista se enganou, existindo 32 sapatarias, número superior ao de pizzarias, uma mania nacional, e que na cidade não chegam a 30.
Mania mesmo dos londrinenses, que podemos traduzir também em números, é a de comer pastel na feira.
Para alegria dos adeptos da massa recheada com carne moída ou queijo não faltam feiras-livres. A maior delas é realizada aos domingos na Avenida São Paulo, incluindo as ruas Espírito Santo e Alagoas (Área Central), reunindo 132 feirantes. Na Avenida Saul Elkind, entre as Ruas Capitão do Mato e Rudolfo Keilhold, são 75 feirantes e mais um número incontável de ambulantes e vendedores de produtos made in Paraguai.
Seja na maior ou na menor feira-livre da cidade, que é a da Rua Fernão de Magalhães, entre Avenida São João e Dom Henrique, com apenas três feirantes, a gente sempre encontrará alguns dos 450 mil habitantes, que no aniversário da cidade não deixam de comemorar a data, apreciando um dos hábitos mais londrinenses.


