Com apenas 49 anos de idade a cidade de Santa Fé (47 km ao norte de Maringá) tem duas estações de lazer com uma estrutura para receber turistas de dar inveja a outros grandes centros. Com quase nove mil habitantes, as estações possibilitaram que o município se tornasse o destino de muitos moradores da região norte do Paraná e até de algumas cidades do interior de São Paulo.
‘‘Meu pai já veio aqui outras vezes e agora nós viemos juntos’’, disse o estudante Daniel Vasconcelos Fonseca, de 15 anos. Ele e a família moram na capital paulista mas passaram o carnaval em Mirante do Paranapanema, no interior de São Paulo. Na semana passada eles saíram de Mirante cedo a procura do Salto Bandeirantes. O estudante, os pais e um primo viajaram 140 quilômetros para conhecer Santa Fé.
A Estação de Lazer Salto Bandeirantes é o ponto mais conhecido pelos turistas. Inaugurado há oito anos, o lugar que hoje tem quiosques, churrasqueiras, piscinas e lanchonete, já foi uma pedreira. ‘‘Desde que a pedreira foi desativada, na década de 80, as pessoas da cidade já vinham aqui para ver o salto’’, contou um dos proprietários do local, que preferiu não se identificar. Devido a procura, os donos da fazenda resolveram criar a estação.
Uma piscina de três mil metros quadrados, formada por água natural, é de encher os olhos dos visitantes. A água, proveniente do Rio Bandeirantes, é decantada em um lago acima da piscina e tratada. ‘‘Quando ela volta para o rio também fazemos um controle do nível de cloro, para não poluir’’, disse um dos seis sócios. A antiga pedreira foi aproveitada pelos arquitetos para formar duas cachoeiras que alimentam a piscina.
O cenário se completa com a queda d’água do rio, formando o salto que dá nome a propriedade. Ali não é permitido nadar, mas o turista pode se aventurar nas corredeiras praticando o boia-cross. A atividade não está incluída na taxa de entrada e custa R$ 7,00. O visitante tem direito a todo equipamento de segurança, como capacete, colete e serviço de resgate ao final do trajeto que dura, em média, 45 minutos. Arvorismo, tirolesa, passeios a cavalo e de charrete também podem ser feitos na estação.
E para quem não quer ficar apenas um dia no local, há duas possibilidades: acampar próximo aos quiosques ou hospedar-se no hotel fazenda que fica a poucos metros da estação. Na primeira opção, o custo do acampamento por pessoa é de R$ 17,00 o dia e se quiser alugar um dos 70 quiosques com churrasqueira terá que desenbolsar mais R$ 20,00.
Taxas que alguns londrinenses não se importaram em pagar. ‘‘Vamos ficar três dias acampados’’, disse o autônomo Antônio Ferreira de Freitas. Ele e outras sete pessoas alugaram um dos quiosques e montaram as barracas ao lado. ‘‘Aqui as crianças têm liberdade e é seguro’’, afirmou. Este ano foi a quinta vez que Freitas visitou o Salto Bandeirantes.
Para quem optar pelo hotel, as taxas são um pouco mais caras, mas com algumas vantagens. A diária inclui alimentação completa e quase todas as atividades da estação de lazer, exceto o boia-cross. Mas, se o hóspede não quiser ir até a estação, o hotel possui duas piscinas, sendo uma delas aquecida. Além disso, há uma saúna e restaurante próprio. A capacidade do local é para 72 pessoas, distribuídas em 18 apartamentos.

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