A Sanepar reconhece que o processo de descontaminação das duas Estações de Tratamento (ETs) que despejam resíduos na bacia do ribeirão Cambé - ET Sul e ET São Lourenço - não consegue retirar elementos danosos à qualidade da água como nitrogênio, fósforo e amônia. Por outro lado, a empresa justifica que o sistema adotado - que passa por tratamento primário e secundário - é adequado à realidade econômica do País.
''Nosso índice de eficiência é de 90% a 93% nas duas estações e está adequado ao padrão nacional'', explica o gerente industrial da regional da Sanepar em Londrina, Roberto Arai. De acordo com Arai, o sistema terciário, que elimina o resto dos elementos contaminados, só existe em Brasília no território nacional. ''O sistema terciário é comum em países ricos. No Brasil, só passa por esse processo o esgoto despejado no Lago Paranoá (que banha o Palácio da Alvorada e setor de mansões da capital federal)'', salienta.
O gerente industrial afirma ainda que o custo de implantar o sistema terciário equivale ao gasto já realizado pela empresa. ''Como coletamos 84% do esgoto em Londrina, estamos investindo para ampliar a rede a 90% nos próximos anos. Até atingir a totalidade do município, a prioridade é essa''.
Arai considera ainda que o índice de elementos poluidores no rejeito das ETs está adequado ao que dispõe o licenciamento ambiental concedido pelo IAP. (F.C.)

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