Salvem o riacho Cambé
Tu nasceste num berço tão lindo
Abraçado por densa floresta
Com as flores se abrindo em festa
Adormeces contente, sorrindo
Despertado, bem cedo o calor
Desse sol no horizonte a raiar
Tuas faces começam a beijar
Num idílio supremo de amor
Passarinhos felizes a brincar
Saltitando com graça e beleza
Mas cansados, com toda certeza
Aos seus ninhos irão retornar
Esse rio aos poucos cresceu
Desnudado da mata chorou,
Pois a água de lama sujou,
No sabor do progresso sofreu
Desprezado por toda a cidade,
Neste leito de esgoto manchado,
De vergonha te escondes calado
Suplicando a Deus - piedade.
Extraído do livro A Primavera da Vida, de Nelson Tagima





