A Kanguruh, escola carioca especializada em ministrar cursos de formação para babás, retomou neste ano as atividades em Curitiba. Após o curso preparatório as alunas participam do banco de dados da empresa. Assim, pais podem procurar a escola para solicitar indicações de babás. Segundo Ingrid Abaunza, diretora da Kanguruh, já existem 20 pais na fila aguardando as profissionais que se formarão no curso.
  A escola aceita mulheres maiores de 18 anos, não fumantes, com ou sem experiência na profissão. O curso também é válido para as que querem obter o certificado Au Pair, para trabalhar como babá no exterior. As aulas são gratuitas para as pessoas que estão desempregadas e a apostila custa R$ 35. Para as que já possuem emprego o valor é de R$ 250. As desempregadas participam do quadro de babás da Kanguruh e são encaminhadas para trabalhos. Metade do primeiro salário da profissional é pago à escola.
  O curso tem módulos como nutrição infantil, fonoaudiologia, desenvolvimento motor e recreação infantil, primeiros-socorros, segurança da babá e da criança, noções de etiqueta e psicologia infantil.
  Os salários, algumas vezes, são atrativos. Eles variam entre R$ 500 e R$ 1,6 mil. ‘‘Algumas são formadas em Pedagogia. Assim conseguem ganhar mais’’, explica Ingrid. Os clientes mais exigentes querem babás que falem português corretamente, tenham todos os dentes, sejam magras e saibam se comportar.
  A Kanguruh selecionou outras dicas e cuidados que devem ser tomados pelas pais na hora de verificar as referências das babás:
n Exija sempre uma carta de referência. Faça uma profunda investigação acerca dos dados contidos. Confira se o empregador existe mesmo, se o telefone realmente está instalado no endereço apresentado e se a pessoa do outro lado da linha empregou de verdade a babá nessa função. Aproximadamente 30% das candidatas apresentam referências falsas.
n Cuidado com as ‘‘tagarelas’’. Fique de olho quando a babá quer falar mais que a mãe na entrevista, às vezes elas querem esconder alguma informação e tentam enganar através da conversa.
n ‘‘Não tenho referências da última família que trabalhei pois eles se mudaram e eu perdi o contato’’. A boa babá tem iniciativa, inclusive para falar com porteiro e síndico e descobrir o novo paradeiro da família para qual trabalhou. E, neste caso, sempre há alguém na família com quem a babá também conviveu e que pode dar informações sobre o novo endereço.
n Peça para a babá escrever alguma coisa. Exija seu telefone e endereço, por exemplo, e compare com a letra na carteira de trabalho. Não são poucas as que forjam registros na própria carteira.
n Carteira rasurada é sinal de alerta. Desconfie. Patrões cuidadosos sempre anotam a rasura e seu motivo na própria carteira.
n Carteira sem data de demissão é sinal de alerta máximo, a não ser que a babá esteja ainda trabalhando e saindo em comum acordo com os atuais patrões (e essas informações devem ser checadas). Uma carteira sem data de demissão pode significar abandono de emprego ou uma saída tempestuosa da casa. (D.C.)

mockup