COLONIAL
A arquitetura característica dos séculos 17 e 18, período em que o Brasil era colônia de Portugal, o que esclarece o adjetivo. É abundante nas cidades históricas de Minas Gerais e do Nordeste. O único exemplo que resta em Curitiba é a Casa Romário Martins.

FRANCO-SUÍÇO
Os lambrequins relacionam-se com o estilo franco-suiço. São abundantes em Curitiba porque o Código de Posturas de 1919 obrigava que as casas de madeira tivessem lambrequins. O chalé Rosa, na esquina da Rua Marcehal Floriano com a Praça Carlos Gomes é de 1893, e serviu como referência para o código. Para a Casa Gomm, valem os mesmos raciocínios.

ART-DÉCO
Um estilo que simplificava os devaneios do eclético. A mistura pode parecer um tanto estranha: referências à velocidade + referências à antiguidade egípcia. E, no caso, egípcio não tem a ver com as pirâmides, mas com os templos de geometria simplificada. Os dois melhores exemplos de art-déco em Curitiba são o Colégio Estadual e a antiga sede do Clube Curitibano, na esquina da Barão do Rio Branco com a XV de Novembro.

MODERNISMO
Uma arquitetura que abandonava completamente as noções de estilo e de ornamentação, para se basear em ‘‘dados’’: insolação, ventilação, fluxos, estruturas. Dissemina-se por quase todo o mundo após a 2ªGuerra Mundial (havia uma razão política para isso: Hitler, Franco e Stálin abominavam os arquitetos modernos; com o confronto, eles assumiram um papel de ‘‘arquitetos da liberdade’’). Há vários exemplos na cidade: o Centro Cívico, o Teatro Guaíra, os edifícios
de Elgson Ribeiro Gomes, o Círculo Militar.

ECLÉTICO
Uma arquitetura que misturava estilos passados. Característica do final do século 19 e início do século 20. ‘‘Se o cliente fosse leitor de Dante Aleghieri, por exemplo, escolhia uma casa com estilo medieval. Se o mesmo cara fosse um advogado e eleitor dos legisladores romanos, preferiria um estilo romano. É o periodo dos ‘‘Neos’’. Neo-barroco, neo-gótico, neo-etrusco, neo-românico, etc. É um tipo de arquitetura abundantíssima em Paris, no centro do Rio de Janeiro ou no Centro de São Paulo. Em Curitiba, destacam-se: 1) o neo-gótico (Igreja do Bom Jesus e Catedral), as reminiscências romanas-renascentistas da UFPR, 2) o neo-gótico-português (Santa Casa), e 3) a antiga sede da Prefeitura, hoje, o Museu Paranaense, (mezzo neo-barroca, mezzo art-nouveau).

Fonte: Irã Taborda Dudeque, doutor em Arquitetura pela Universidade de São Paulo e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e do UnicenP

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