Saiba como funciona uma eleição proporcional
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sábado, 04 de outubro de 2014
Mariana Franco Ramos Reportagem Local 
Ao escolher seus candidatos a deputado federal e estadual no pleito deste domingo, o cidadão deve estar atento à possibilidade de o seu voto garantir uma vaga a alguém que não seja de sua simpatia.
Em 2002, a eleição do desconhecido Vanderlei Assis (Prona-SP) para a Câmara dos Deputados chamou a atenção do País. Com 275 votos, ele foi um dos cinco candidatos a pegar carona no bom desempenho de Enéas Carneiro nas urnas. Na época, o dono do bordão "meu nome é Enéas", morto em maio de 2007, foi o preferido de 1,55 milhão de pessoas. A votação, até hoje a maior da história para o cargo em números absolutos, levou o médico a "puxar" outros nomes do extinto partido, todos considerados inexpressivos.
Mesmo que em menor grau, o "fenômeno Enéas" se repete a cada pleito, seja por desconhecimento dos eleitores, seja pela popularidade dos chamados puxadores de voto. Mas por que, afinal, políticos conhecidos não se elegem e outros com menor apelo ficam com as vagas? E o que o cidadão deve ter em mente na hora de escolher seus candidatos?
Há dois tipos de eleições no Brasil: as majoritárias, para presidente, governadores, prefeitos e senadores, em que os mais votados são automaticamente eleitos; e as proporcionais, para deputados (federais, estaduais ou distritais) e vereadores. Nestas últimas, os votos computados são os de cada partido ou coligação e, apenas em uma segunda etapa, os de cada candidato. O sistema é uma forma de fortalecer as legendas, já que são elas que acabam orientando o posicionamento dos políticos durante as votações.
Antes de definir em quem votar, portanto, o eleitor precisa checar a lista da sigla e/ou coligação da qual o candidato faz parte, avaliando suas respectivas bandeiras. É bom lembrar que, quando há alianças, elas funcionam como se fossem um único partido. Em outras palavras, não adianta apostar suas fichas em um bom político, se ao lado dele estão outros de históricos e propostas questionáveis.
No Paraná, 344 candidatos disputam as 30 cadeiras na Câmara dos Deputados, em Brasília. Eles se dividem em 13 coligações ou siglas, no caso daquelas que não estabeleceram alianças. Outros 848 nomes concorrem às 54 vagas na Assembleia Legislativa (AL). Para a AL, são 19 grupos de legendas e/ou alianças.


