As sacolas oxi-biodegradáveis podem se degradar em menos tempo, desde que sejam armazenadas em condições especiais. É o que afirma a professora de química ambiental da UFPR, Sônia Zawadzki. Para sumir no ambiente, este tipo de material deve ficar exposto em luz solar ou artificial gerando aproximadamente 40 graus. Se estiver em temperatura ambiente ele não degrada. Se deixado nos aterros sanitários o processo de degradação das sacolas oxi-biodegradáveis acaba sendo semelhante ao das tradicionais, já que a temperatura média de Curitiba dificilmente atinge os 40 graus.
  Segundo a professora, as sacolas plásticas demoram mais de 200 anos para sumir no ambiente. Com o lixo orgânico a degradação acontece em aproximadamente duas semanas. Isso ocorre pois os microorganismos que fazem a decomposição não são atraídos pelo plástico, já que possui diversas ligações químicas. Assim, as bactérias e fungos são atraídas naturalmente aos alimentos. Com as garrafas PET acontece fator semelhante. ‘‘O ideal seria fazer a separação, lavando os materiais plásticos e promovendo as ações ideais para degradação ou reciclagem’’, diz Sônia.
  As sacolas próprias para lixo, que podem ser compradas nos mercados, também não possuem material para decomposição. A diferença é que parte da substância utilizada para a fabricação do saco já foi processado, tanto que para isso colocam a coloração preta para disfarçar as falhas existentes no plástico. Parte do que é usado na fabricação deve ser virgem, como o titânio por exemplo, que é outro passivo ambiental. A degradação das sacolas de lixo acaba sendo semelhante com as demais e o consumidor fica sem muita opção do que usar em casa para acumular os restos de alimentos e o material reciclável. ‘‘O ideal seria fazer uma seleção prévia, separar o material e fazer o reprocessamento. O plástico de polietileno pode ser reciclado até sete vezes. Já o feito de polipropileno atinge até cinco reciclagens’’, explica a professora. (D.C.)

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