Ruínas estão soterradas
Quando o Estado quis melhorar as condições da Serra da Graciosa a equipe de arqueologia da UFPR foi convidada a fazer um levantamento arqueológico. Ele se limitou ao alto da serra e lá existiam ruínas no trajeto, restos de alicerces e paredes. Não se fez uma pesquisa em profundidade mas constatou-se um trecho de caminho que não era conhecido. Quando a atual estrada da Graciosa foi construída o antigo caminho foi cortado por diversos pontos. O atual caminho contorna os obstáculos, sendo que o antigo cortava pelo meio.
No Itupava, quando o Estado também quis melhorar para atrair turistas, foi realizado estudo arqueológico. "Neste momento descobrimos o pedágio da Campina", diz o professor Igor Chmyz. O caminho usado hoje para fazer trilhas, no Itupava, não corresponde àquela implantada no século 17 pelos índios. Na medida que eles melhoravam, o caminho era alterado de rota. Mas, segundo o arqueólogo, só a pesquisa arqueológica pode traçar a rota original, que está 40 centímetros abaixo da superfície atual. "Vai permanecer soterrado para ser preservado", conta Chmyz.





