Já lendas como a do Pirata Zulmiro têm até um espaço físico em que se apoiar. A história do pirata inglês que teria escondido um tesouro sob as Ruínas de São Francisco, no Largo da Ordem, é apenas uma das que povoam o imaginário a cerca da emblemática edificação.
Projetado em 1799 como etapa inicial de uma grande igreja que nunca chegou a ser concluída, o conjunto de paredes de pedra construído na segunda década do século XIX permanece em pé sustentado pela força do imaginário popular. A Capela de São Francisco de Paula, anexa à primeria etapa da construção, acabou demolida no início do século XX. E a partir de 1915, o espírito de um frade teria voltado para zelar pelas Ruínas.
Logo depois surgiram os comentários sobre um pirata que teria vivido em Curitiba e aqui deixado escondido o seu tesouro. Ele seria um desertor da Marinha britânica que virou pirata. O nome Zulmiro é uma criação local daqueles que não entendiam o nome verdadeiro do misterioso homem. No final de 1946, um pote com moedas de ouro, prata e cobre foi encontrado por um funcionário da prefeitura de Curitiba durante uma obra na praça das Ruínas. O tesouro, no entanto, teria sido enterrado recentemente por algum colecionador, segundo concluiram na época.
Os detalhes da história estão contados no livro ''Ruínas de São Francisco: dois século de história e mito'', da historiadora Vera Regina Biscaia Vianna Baptista, publicado pela Fundação Cultural de Curitiba em 2004. (D.R.)

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