Rua sem nome complica vida de moradores
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de outubro de 2004
Fábio Galão 
Imagine morar numa rua sem nome. Como fazer cadastro numa loja? Como informar o endereço para que parentes mandem cartas? Como pedir uma pizza? O agente técnico Valmir Gonçalves de Abreu, que mora no Conjunto Lindóia (Zona Leste) em Londrina, há 14 anos tem que improvisar para driblar essas dificuldades.
Os transtornos são muitos. A única correspondência que chega na casa é a conta de luz, que traz no envelope um endereço de entrega inusitado: ''Estação de Tratamento - Abatedouro Sanepar''. Isto porque uma estação da Sanepar fica na rua. Mas não há indícios e nem registro de que a empresa pública de tratamento de água e esgoto também faça abates.
''As outras correspondências chegam na estação da Sanepar na Vila Marízia (Centro). Tenho que buscar lá'', suspira Abreu. Na hora de fazer cadastro em lojas, é preciso dar um jeitinho: o agente dá o endereço como Avenida das Maritacas (que fica na esquina da rua sem nome), virando na estrada de terra, em frente à Vila Romana, um bairro vizinho.
Numa cidade onde há até excesso de criatividade na hora de batizar ruas, é estranho que uma via que não é nova permaneça sem identidade. ''Moro aqui há um tempão e não resolvem esse problema. Não entendo por que?'', questiona Abreu. Procurada pela Folha, uma funcionária do setor de planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) não soube informar porque a rua no Conjunto Lindóia ainda não tem nome e recomendou que os moradores procurem a Câmara de Vereadores para resolver o problema.(F.G.)


