Com o 4º melhor IDH do Paraná, o pequeno município de Entre Rios do Oeste (118 km a oeste de Cascavel), de 3.842 habitantes, é um exemplo de boa aplicação dos royalties. Recebendo em torno de US$ 120 mil dólares por mês, a cidade tem ótimos indicadores sociais.
Além do bom IDH, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) também impressiona. Enquanto a nota do Paraná é 5,2 e a do Brasil 4,2, Entre Rios do Oeste atingiu 5,8. Em 1991, quando o município começou a receber os repasses de Itaipu, de acordo com dados do Ipardes, a taxa de mortalidade infantil era de 28,45 óbitos para cada mil nascidos vivos. Em 2000 essa taxa passou a ser de 6,49 óbitos para cada mil nascidos vivos.
Para o secretário de administração do município, Elton Schaeffer, a receita é simples. Ele enfatiza que, com apenas 120 quilômetros quadrados de área e R$ 7 milhões anuais de receita livre, a economia de Entre Rios do Oeste é baseada na suinocultura, na produção de grãos, leite e aves. Portanto, basta aplicar os dólares em projetos sociais e os resultados logo aparecem. ''Os nossos indicadores têm muito a ver com os royalties de Itaipu'', ressalta.
No entanto, mesmo com os bons números, a cidade tem problemas na visão de Schaeffer. ''Nos falta dinheiro circulante. Nossa população corresponde ao movimento de um shopping em um fim de semana. Além disso, como o município tem uma excelente estrutura de atendimento social, ninguém vai ficar sem acesso à saúde de qualidade e boa educação para os filhos, por isso algumas pessoas se acomodam e não pensam em trabalhar''. (W.S.)

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