Roubos são comuns na região central
Para se ter uma ideia de como os cabelos alheios são cobiçados, há várias ocorrências de roubo na região do Terminal Guadalupe, seja na forma de pequenos furtos ou até mesmo arrombamentos.
No ano passado, o salão de José Alvino foi invadido durante um fim de semana. Quando chegou para trabalhar, na segunda-feira, não havia sobrado sequer um fio para contar história. "Levaram todo o meu estoque. Tive um prejuízo de quase R$ 200 mil", afirma.
Exagero? Pode ser. De qualquer forma, muitas lojas já contam com câmeras para intimidar os ladrões - ainda que a tática nem sempre faça efeito.
Cleide conta que, dias desses, viu uma mulher tirando uma madeixa da parede e colocando na bolsa, mas ficou constrangida e não a abordou. Quando a falsa cliente foi ao banheiro, ela aproveitou para tirar a prova.
Assistiu às imagens registradas no computador e confirmou o roubo. De volta ao balcão, a mulher percebeu que havia sido flagrada e ficou mais constrangida ainda. "Ela estava tão nervosa que até fez xixi na calça! Saiu correndo sem falar nada", lembra Cleide.
Por essas e outras, os lojistas da região adotaram o expediente de não comprar cabelos que não sejam dos donos. "Só compro cabelo que estiver na cabeça", garante José Alvino. (O.G.)





