Roubo no Masp gera debate sobre segurança
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
O roubo de dois quadros no Museu de Arte de São Paulo (Masp), no mês passado, fez com que muitas pessoas expressassem desconfiança em relação à segurança dos museus brasileiros. Em Curitiba, em pelo menos dois dos principais museus da cidade foram registradas ações de criminosos nos últimos anos -uma tentativa frustrada de roubo e um furto.
O major Benur Augusto Muniz, presidente da Legião Paranaense do Expedicionário, instituição que administra o Museu do Expedicionário, diz que há aproximadamente quatro anos ocorreu um furto no local. Muniz prefere não informar o que foi levado. ''Ninguém sabe como ocorreu'', afirma o major, que aponta que a segurança no local continua sendo feita ''nos mesmos moldes'': durante todo o dia, ao menos quatro vigilantes de uma empresa particular permanecem no museu.
No Museu Paranaense, há alguns anos, foi registrada uma tentativa de roubo, segundo o oficial de gabinete Maurício André Ielen. O crime não se concretizou, mas mesmo assim algumas medidas foram tomadas, como o reforço de portas. ''Nos museus de Curitiba, acho que a segurança é relativamente boa. Não temos um aparato no nível dos grandes museus internacionais, mas acho que a segurança é compatível'', opina Ielen.
O oficial comenta que em geral os museus brasileiros têm orçamentos apertados, e que isso pode se refletir nas condições de segurança. No Museu Paranaense, de acordo com Ielen, a vigilância é feita por seguranças do Estado e por duas equipes de uma empresa terceirizada. Além disso, algumas obras possuem sensores; certos pontos e áreas de acesso do local têm alarmes.
No Museu de Arte Sacra, segundo Ivanira Lima dos Santos, responsável pelo prédio, um segurança permanece na instituição durante o dia e à noite é acionado o alarme. ''Desde a criação do museu, em 1981, nunca houve nenhum crime ou tentativa'', diz Ivanira. A responsável relata que o acervo é composto de aproximadamente 800 peças, mas nem todas ficam expostas. Ivanira acredita que não haja interesse de quadrilhas, pois nenhuma obra tem grande valor financeiro.
No Museu de Arte Contemporânea (MAC), cinco vigias permanecem no local enquanto o prédio está aberto à visitação e dois fazem a segurança quando está fechado. O diretor do MAC, Alfi Vivern, aponta que não há câmeras ou sensores. ''Nunca tivemos nenhum problema'', garante. A administração do Museu Oscar Niemeyer, por questões de segurança, não quis prestar informações sobre a vigilância do prédio.


