A cena é impressionante. Em alta velocidade, a bobina de 370 quilos vai se desfazendo. O papel que entra branco na máquina, em segundos sai carregado de ilustrações, fotos, palavras, informações. Por hora, são impressos 25 mil exemplares.
Enquanto a máquina faz a sua parte, funcionários da Impressão, mais de 30 que se revezam em turnos, literalmente correm para garantir que tudo seja perfeito. Cabe a eles conferir a qualidade do material e fazer a regulagem do trabalho do equipamento, operando botões e manetes que só quem é do ramo entende.
A rapidez e a qualidade do trabalho estimulam outros jornais de diversos estados, como Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além de cidades do Paraná, a procurar o Parque Gráfico da FOLHA para fazer o trabalho de impressão. Ao todo, são impressos 600 títulos por mês.
Os números são altos e o ritmo de trabalho intenso. Porém, para chegar a esse nível de produção foi preciso investir. Aliás, investir na qualidade gráfica do jornal e sair na frente não é novidade para a FOLHA. Basta lembrar que, em 1969, a empresa tornou-se a terceira do País e a primeira do interior do Paraná a adquirir uma moderna impressora off-set.
Em 2000, todo o processo de impressão passou a ser digital com a aquisição do sistema de impressão CTP (Computer to Plate), de fabricação americana, que grava e revela 60 chapas por hora, eliminando a necessidade de fotolitos na fase de impressão. Em 2006, a gráfica recebeu uma similar mais moderna da CTP, de fabricação alemã, que possibilitou a redução de custos. Investimentos também são feitos na manutenção e conservação do maquinário, setor que emprega 12 pessoas. Trocas preventivas de peças são constantes.
Outro setor interessante do Parque Gráfico é a intercalação. É para lá que vai tudo o que é impresso. Uma centena de funcionários coloca em ordem todos os cadernos. É dali que a FOLHA sai pronta para percorrer o caminho até as mãos dos leitores. (W.S.)

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