Romantismo está saindo de moda
Imagine uma suíte com 180 metros quadrados, piscinas, cascatas, mezzaninos e vários andares. Acrescente vários baldes com garrafas de champagne Veuve Clicquot e vasos com rosas espalhados pelas escadas, cantos e móveis. Para completar, calcule que esta suíte tenha sido construída exclusivamente para o casal em questão e que a noiva não sabia de nada.
Embora pareça um conto de fadas, a situação é real. Esta foi a noite de núpcias da economista Juliane Moysés, há 13 anos, que inaugurou a suíte H do Motel Le Piége, na época a maior e mais luxuosa da cidade.
Não havia nada igual em Curitiba. Quando o meu marido soube que a suíte estava começando a ser construída, ele pediu para apressar a obra, lembra Juliane. Ela conta que ficou surpresa e emocionada, mas acredita que todo o romantismo que a situação representou na época não fizesse mais sentido atualmente.
Hoje não há mais novidades quando a questão é motel. Não precisa mais casar para conhecer as melhores suítes, acredita. Juliane, hoje mãe de gêmeas de 12 anos, acha que os motéis perderam o seu encanto.
O gerente geral do Le Piége, Renê Jorge Ferreira, confirma que as grandes suítes já foram bem mais procuradas para as noites de núpcias. Ele informou que a suíte Paris foi construída entre 88 e 89, tirando o título de melhor da cidade da suíte H. (S.M.)





