Rodovias poderiam ser mantidas só com impostos
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sábado, 11 de março de 2006
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Os contratos de concessão de rodovias, firmados pela gestão anterior do Governo Estadual e particulares, são favoráveis às empresas que administram as estradas. A opinião é do diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) no Paraná, Rogério Tizzot. Para ele, os recursos arrecadados com impostos são suficientes para manter as
rodovias.
Defendemos que, com recursos de impostos como o IPVA e a CIDE, é possível manter e ainda ampliar as estradas, afirma. Ele revelou que obrigações das concessionárias foram retiradas do contrato depois que o Governo Estadual determinou, em 1998, a redução de 50% do valor da tarifa.
Hoje, se a gente determinasse a redução, no dia seguinte a Justiça concederia liminar cancelando essa ação. Por que naquela época as empresas não foram à Justiça e a redução vigorou por um ano e oito meses?, questiona.
Segundo Tizzot, estima-se que as concessionárias tenham arrecadado R$ 640 milhões em 2005. Ele acredita que R$ 100 milhões seriam suficientes para manter as rodovias que hoje estão sob concessão.
Para tentar reverter os valores das tarifas, existem 92 ações correndo na Justiça. O diretor do DER disse ainda que a redução determinada em 1998 serviu de pretexto para a retirada de obrigações das empresas, como a duplicação de trechos e a construção de contornos.
Quanto à localização das praças, criticada por caminhoneiros, ele ressaltou que foi determinada em contrato e aceita pelo governo anterior.


