RMC tem opção para pescador amador
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Tá nervoso? Vai pescar! O conselho irreverente pode ser aplicado em Curitiba e região, onde algumas opções de lugares para acolher os pescadores amadores servem como fuga do ritmo estressante da metrópole. O freguês pode escolher entre rios, lagos, cavas, parques e pesque-pagues.
Muitos pescadores tomam a direção do Rio Capivari. O aposentado Osvaldo Belen relata que o local é muito procurado durante os fins de semana. ''Aos sábados e domingos e em dias santos dá umas 100 pessoas só nesse pedaço'', diz Belen, que costuma pescar perto das pontes, em Campina Grande do Sul.
O também aposentado Francisco Peressutti afirma que o ponto é o melhor da região de Curitiba. ''Em outros lugares, você até pega alguma coisa, mas não tanto como aqui'', explica o aposentado, que garante que a área é propícia para a pesca de tilápias e lambaris.
''Peguei o hábito da pescaria quando era criança. Nós morávamos perto do início do Rio Atuba, em Colombo. Quando chovia, eu ia com meu pai pegar bagre. Depois, grande, pescava menos. Voltei a pescar com mais frequência depois que me aposentei. Mas não é lá muito regular. Às vezes venho uma vez por semana, ou fico dois, três meses sem pescar'', conta Peressutti.
O pintor Lorival da Silva mora no Jardim Tropical, em Piraquara, e pesca numa cava que fica em frente à casa dele. ''Aqui só dá acarazinho, lambari. Pesco só para me divertir, passar o tempo. Pego (os peixes) e solto. Costumo pescar aqui, mas já fui ao Capivari, à Serra'', explica.
O desempregado Altamir Mundo, por sua vez, pesca há mais de 20 anos nas cavas localizadas pouco antes do portal de entrada de São José dos Pinhais. ''Venho aqui desde bem antes da época em que essa área virou o Clube Atlético Paranaense. Há uns oito anos, passou a ser área da Polícia Ambiental. Dá para pescar lambari, traíra, tilápia, acarazinho. No sábado e no domingo, essa região enche de gente'', afirma Mundo.
Parque Ecológico
Uma opção diferente é o Parque Ecológico Costa, localizado no bairro Umbará, em Curitiba. O gerente do parque, Vágner Luiz de Oliveira, explica que o local é administrado por uma ONG e é uma área de recuperação ambiental. ''Era um antigo areal que 13 famílias exploraram por 45 anos. Em 1997, quando acabou a extração, a família Costa comprou o local'', diz Oliveira. O gerente aponta que 90% do 1,5 milhão de metros quadrados da área são constituídos de água.
Dessa forma, o que chama mais atenção entre as várias opções do parque (que tem restaurante, passeios, locais de lazer) é mesmo o conjunto de 30 lagos, onde vivem carpas, traíras, acarás, pacus, tilápias. ''Aos fins de semana, recebemos aproximadamente 1.200 pessoas por dia'', informa Oliveira.
O Parque Costa é um dos locais de pescaria frequentados pelo estudante Carlos Augusto Perdonsin e pela mãe, Nanci Rodrigues Perdonsin. ''Para passear e ter sossego, aqui é muito bom'', diz Nanci. Carlos Augusto conta que a família também frequenta pesque-pagues e rios da região, mas que é necessário ser seletivo. ''Muitos rios não têm qualidade: estão poluídos, com lixo boiando'', lamenta o estudante.
Outros pescadores amadores concordam com Carlos Augusto e dizem que a degradação ambiental diminui as opções para pesca na região de Curitiba. ''Na Região Metropolitana tem pouco lugar para pescar. Andam fazendo muita invasão, aí não dá, porque os caras ficam soltando esgoto na água'', reclama Altamir Mundo. ''Para achar um lugar bom para pescar, tem que sair da região, porque os rios daqui são muito poluídos'', aponta Lorival da Silva.


