RM precisa sair do discurso e se tornar realidade
Para o prefeito de Sarandi, Carlos Alberto de Paula Júnior (PDT), a Região Metropolitana ainda precisa sair do discurso e se tornar uma realidade. Ele comenta que ainda falta muita infraestrutura para a cidade que administra.
Com sua área urbana já confundindo-se com Maringá, Sarandi tem apenas 3% de rede de esgoto e exibe fossas nas calçadas de casas da Área Central. ''Mesmo com a nossa população chegando à casa dos 100 mil habitantes, contamos com apenas um delegado e seis agentes da Polícia Civil. Pela Polícia Militar, são duas viaturas. Na área da habitação, temos déficit de três mil casas'', reclama. ''Os problemas são metropolitanos. Se uma cidade da região melhora, é melhor para todos'', completa.
De acordo com o coordenador da Região Metropolitana de Maringá, Renato Cardoso Machado, somente na próxima gestão do governo estadual a RMM pode atingir a almejada autonomia financeira. Por enquanto, ele se limita a trabalhar com planejamento e conta com o auxílio de quatro funcionários.
Sobre o recente ''inchaço'' da região, fruto de manobra política, Machado lamenta. ''Começamos com oito municípios, hoje são 25. Entendo que deveríamos consolidar as ações em uma área menor e expandir gradativamente. Mas é como diz o ditado popular: eu casei com a viúva e tenho que sustentar os filhos''', comenta. ''Mas estamos estudando a vocação de cada município para que todos possam alcançar o desenvolvimento. Santa Fé é exemplo de cidade que achou seu caminho, com as facções e a indústria de fotografias. Lá não faltam empregos'', completa. (W.S.)





