A área da educação em Londrina já chegou a receber 32% do orçamento municipal, ante 25% da exigência constitucional; a saúde atualmente está com 22%, mas voltará aos 15% obrigatórios. A afirmação é do prefeito Nedson Micheleti, para quem há limitações de investimentos em outros setores. ''Na assistência social chegamos a aplicar 9%, mas se ficarmos na faixa de 6% a 7%, estaremos cumprindo também a essência. Com o básico pronto, ampliamos o investimento''.
Diante das próprias limitações, a administração está recorrendo a parcerias com os governos federal e estadual, pelas quais a participação do município é de 30 num investimento de 100. ''As obras que estamos realizando são assim, contrapartida de 30% e recurso externo, isso potencializa, multiplica por três a capacidade de investimento'', resume Nedson.
''Outra opção que fizemos foi aumentar a capacidade de investimento conforme a economia cresce. Não optamos por elevar impostos, estamos trabalhando com o nível da capacidade contributiva, a receita só vai crescer devido ao desempenho da economia e não por aumento de tributos.''
De acordo com Nedson, a economia da cidade tem crescido entre 4% e 6%, e se isso não for transferido para custeio da folha de salário automaticamente, observando-se a Lei de Responsabilidade Fiscal, a cada ano crescerá um pouquinho a margem de investimento.
''Se continuar essa política e rigor fiscal, vamos ter uma Londrina com margem adequada de crescimento, que seria de 7% a 10% do orçamento, considerada ótima'', conclui. (W.S.)

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