Uma publicação lançada há duas semanas em Curitiba fez uma mapeamento do Centro de Curitiba com a intenção de indentificar seus problemas e pontos positivos. Deseja assim encontrar meios de revitalizar o bairro. A revista ''Seminário Habitacional'' foi organizada pelo projeto Centro Vivo, da Associação Comercial do Paraná (ACP). A publicação - a segunda com o mesmo enfoque - foi lançada em um seminário que discutiu os resultados do estudo.
A revista traz dados que permitem lançar um olhar sobre a atual situação do bairro. As páginas da publicação mostram detalhes sobre questões como acessibilidade de calçadas e estacionamentos, comércio, conservação e limpeza, habitação e segurança. Com este dados em mãos, o projeto Centro Vivo pretende encontrar meios de revitalizar a região. Visa pensar melhorias para o comércio, turismo, emprego, entre outros setores, beneficiando a população que vive e circula no Centro.
O coordenador operacional do projeto Centro Vivo, Cesar Luis Gonçalves, diz que projetos de revitalização têm início imediato. Agora, as lideranças do estudo entram em contato com investidores, inciativa privada e poder público para elaborar meios de colocar a revitalização em prática. ''Entre as prioridades estão a revitalização das fachadas do comércio, melhoria da segurança e aumentar os investimentos na área de moradia'', diz Gonçalves.
A atração de novos moradores é outro desafio do bairro. Um levantamento publicado recentemente pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), o Centro tem uma população absoluta de 33.290 habitantes, ocupando a 15 posição no ranking dos mais populosos entre os 75 bairros de Curitiba. O crescimento absoluto do bairro entre os anos de 2000 e 2007, porém, ficou em 0,29%. Em sete anos, o Centro ganhou apenas 667 novos moradores. Segundo o coordenador do projeto Centro Vivo, a região tem potencial para receber até três vezes mais moradores.
Hoje, enquanto a população de Curitiba e região metropolitana cresce uma média 1,83% ao ano, segundo constatação da pesquisa do Centro Vivo, o número de habitantes no Centro decresce 2,55% no mesmo período. Uma das explicações está ligado à falta de estrutura das moradias. Os edifícios não têm conservação e há a falta de elevadores e garagens. A questão da segurança também influencia.
Os números da pesquisa do Centro Vivo revelam os motivos da falta de novos moradores no Centro. A pesquisa concluiu que de todos os edifícios da região, apenas 7% são residenciais. O restante são mistos (33%) ou comerciais (60%). Dos edifícios habitacionais, 59% estão sub-utilizados, 29% estão desocupados e 13% abandonados. Ainda sobre os prédios do Centro, a pesquisa revela que somento 25% deles têm elevador e 12%, garagem.
Mesmo com os poucos apartamentos, Gonçalves diz que há uma demanda de moradia no Centro. ''As pessoas querem morar lá, por isso a necessidade da revitalização'', explica. Segundo ele, dos novos empreendimentos de moradia na região, 97% estão comercializados. Novos moradores são, na opinião do coordenador, já uma forma de revitalização, pois representa mais gente circulando. (T.A.)

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