A água potável do planeta pode chegar ao fim. Que abra a primeira torneira quem nunca ouviu essa afirmação. Apesar disso, a maioria da população parece não estar preocupada em economizar, mesmo que o ato reflita no próprio bolso. Mas você sabe como combater o desperdício?
Sistemas de reutilização de água podem ser boas opções. Para o professor de Desenvolvimento Sustentável da Unopar, Wagner Luiz Kreling, existem pelo menos duas tecnologias disponíveis.
Uma delas é a utilização da água do banho nas descargas dos vasos sanitários. O professor informa que o sistema ainda está em fase de estudos, mas a previsão é de que seja comercializado a R$ 400,00 e a economia pode chegar, em média, a 33% numa residência com quatro pessoas.
A tecnologia mais difundida, para Kreling, é a que armazena e distribui água da chuva. Em Londrina, o sistema está disponível há cinco anos e pode ser utilizado nos serviços diários, como limpeza de calçadas, irrigação de canteiros e jardins, entre outros.
A instalação do equipamento em uma residência de 200 metros quadrados, de acordo com o engenheiro Paulo Schaefer, custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil. ''A maior parte desse preço está relacionada ao reservatório que precisa ser construído'', completou.
Schaefer conta que, levando em consideração o índice pluviométrico de Londrina, esta mesma casa pode captar aproximadamente 250 mil litros de água por ano. Ele afirma que o sistema pode gerar economia na conta que varia entre 40% e 70%, dependendo do número de membros da família e do uso. ''O investimento se paga em cinco ou seis anos'', diz.
Para fazer uma instalação industrial o interessado gasta mais (aproximadamente R$ 45 mil, considerando uma área de 5 mil metros quadrados), mas, segundo o engenheiro, a economia é bem maior e o retorno do investimento leva de um ano e meio a dois anos.
Consciência De acordo com o proprietário da Art Teto, Agnaldo Kemmer, ainda há uma certa resistência por sistemas de reutilização. ''As pessoas não se preocupam em economizar, pois têm água em abundância'', completou.
Dados da Sanepar indicam que o comsumo mensal de família londrinense com quatro membros é de 12,2 metros cúbicos, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que essa mesma família gaste 10 metros cúbicos no mesmo período.
Por dia, ainda segundo a companhia, o volume necessário para a higiene pessoal e alimentação de uma pessoa é de 80 litros. Um morador de Londrina gasta, em média, 120 litros.

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