A produção de óperas na capital paranaense foi retomada em 2005, graças a uma parceria entre o Teatro Guaíra e o Conservatório de Adria, da região de Vêneto, na Itália. O convênio, firmado por três anos, produziu La Bohème, em 2005, Don Giovanni, em 2006, e terminou no primeiro semestre de 2007, com a ópera Rigoletto. Antes de 2005, a última ópera que esteve no palco do Teatro Guaíra foi Orfeu e Eurídice, em 1997. La Traviata é a primeira ópera que o Centro Cultural Teatro Guaíra (CCTG) produz com o apoio da Lei Rouanet, mais recursos próprios. O orçamento previsto é de R$ 320 mil. Dos quais R$ 250 mil aprovados pela lei de incentivo e R$ 70 mil do CCTG. Até agora foram captados R$ 200 mil, de acordo com a produtora do Teatro Guaíra e assistente de direção da ópera, Bia Reiner.
A previsão orçamentária inicial era de R$ 600 mil. Com o orçamento reduzido a produção passou por adaptações. ''Antigamente o cenógrafo falava o que queria. Hoje em dia a gente diz quanto tem para fazer o cenário e ele resolve com esse valor'', explica a produtora. ''Com a Lei Rouanet, queríamos o orçamento ideal. Como não conseguimos fomos reduzindo até o valor com qual já estávamos acostumados a trabalhar'', completa. Para tanto, os cachês foram negociados. ''Os valores pagos estão abaixo do mercado operístico, que têm cachês altos. Os artistas foram sensacionais. Vieram pensando na produção e no êxito dela'',conta Bia.
O regente Alessandro Sangiorgi diz que espera ter três a quatro títulos de ópera em cartaz a partir do ano que vem. ''Depois de anos de silêncio, essa retomada é motivo de orgulho. Ainda não está como a gente queria mas temos profissionais de altíssimo nível que vêm a custo bem mais baixo que o normal por causa da ligação e da amizade que a gente tem. E isso garante o nosso estabelecimento em todo o Brasil como um teatro que faz ópera'', justifica Sangiorgi. (D.R.)

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