Mais uma vez este ano, o desfile das escolas de samba na Capital veio acompanhado de divergências antes e após a escolha das campeãs. Os foliões desfilaram na noite de sábado, na Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico, e a apuração dos pontos foi realizada no domingo. A primeira colocada foi Embaixadores da Alegria, campeã quatro vezes consecutivas. Em segundo, Acadêmicos da Realeza e em terceiro, Escola de Samba Jesus é Bom a Beça. Mas houve o pedido de anulação do quesito fantasia da Embaixadores da Alegria e o resultado do concurso será contestado na justiça pela Acadêmicos da Realeza. A Mocidade Azul foi impedida judicialmente de desfilar, por causa de uma briga entre os próprios integrantes. E no grupo B, as escolas não receberam os troféus.
Antes do início da apuração do grupo A, a Acadêmicos da Realeza pediu a anulação do quesito fantasia da Embaixadores da Alegria por causa do logotipo da calça de agasalho de um dos integrantes da escola, que ajudava a empurrar um carro alegórico. O pedido teve como base o regulamento da competição que permite propaganda e logomarcas em somente três situações: no carro abre-alas quando há relação com o enredo, nas saias dos carros alegóricos e nos instrumentos da bateria.
A Embaixadores da Alegria alegou que o integrante não estava fantasiado e fazia parte do grupo de apoio da escola. Já para o presidente da Acadêmicos da Realeza, Paulo Roberto Scheunemann, não resta dúvida de que houve irregularidade e a questão será levada à justiça comum.
No grupo B, a apuração dos pontos indicou Os Internautas como campeões, seguidos de Unidos de Pinhais e Unidos do Bairro Alto. A escola terceira colocada contestou o resultado, que ficou suspenso. A Unidos do Bairro Alto alegou que a Unidos de Pinhais não tinha o número mínimo de integrantes. Segundo Saul D'Avila, a confirmação seria dada após a entrega da planilha de controle da Fundação Cultural de Curitiba ao presidente da comissão julgadora. A planilha é usada pela Fundação para fiscalizar o cumprimento do contrato firmado com as escolas para a realização do desfile.
Este ano as escolas de samba foram contratadas individualmente para a programação de Carnaval da cidade. De acordo com o presidente da comissão executiva do Carnaval de Curitiba (comissão oficial nomeada pela Fundação Cultural de Curitiba), Domingos Kalva, o contrato não envolvia o concurso, somente o desfile. A iniciativa de realizar a competição partiu das próprias escolas. ''A idéia era que as escolas tivessem suas performances julgadas pelo povo na avenida e não pelo jure técnico'', explica. Segundo o presidente da Liga Cultural, ''o interesse das escolas é pela competição, elas gostam de ver seu trabalho avaliado''.

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