Nem só de ber­ran­tes vi­vem os ar­te­sões de Ja­gua­pi­tã. Dos chi­fres ­eles fa­zem ou­tros pro­du­tos. As guam­pas pa­ra te­re­ré, por exem­plo, são pro­cu­ra­das às cen­te­nas. ‘‘A mo­ça­da uni­ver­si­tá­ria, prin­ci­pal­men­te das re­giões Sul e Su­does­te do Pa­ra­ná, an­da to­man­do mui­to o ma­te, a mo­da pe­gou. E a tra­di­ção diz que o cer­to mes­mo é to­mar na guam­pa de chi­fre de boi. Por is­so eu pro­du­zo guam­pas aos ­montes’’, con­ta Ale­mão, que ven­de ca­da uma por R$ 2,50.
  Hu­go Che­did tam­bém fa­tu­ra com as guam­pas, mas tem in­ves­ti­do tam­bém em ou­tro pro­du­to bas­tan­te pe­cu­liar, a ca­be­ça de boi. ‘‘Uma vez fui a Bar­re­tos (SP) e vi as ca­be­ças. Aí re­sol­vi que tam­bém que­ria fa­zer ­igual’’, co­men­ta.
  Ele com­pra de fri­go­rí­fi­cos as ca­be­ças de boi bru­tas. Em um tra­ba­lho mi­nu­cio­so ti­ra cé­re­bro, ­olhos, boa par­te dos os­sos e tra­ta com for­mol. Pra­ti­ca­men­te um pro­ces­so de em­pa­lha­men­to. No lu­gar dos ­olhos, põe bo­las de bi­lhar e subs­ti­tui os chi­fres ori­gi­nais, que ge­ral­men­te são mir­ra­dos, por chi­fres vis­to­sos, gran­des, que são ­mais ra­ros.
  ‘‘Tem que fa­zer tu­do mui­to bem fei­to, do con­trá­rio dá mau chei­ro de­pois. Uma ca­be­ça che­ga ­aqui pe­san­do 25 qui­los. De­pois do meu tra­ba­lho, fi­ca pe­san­do só cin­co ­quilos’’, ex­pli­ca Che­did. O pre­ço das ca­be­ças va­ria de R$ 150 a R$ 250. E ca­da vez que ter­mi­na uma pe­ça ele ven­de ra­pi­di­nho. (W.S.)

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