Os moradores de rua de Curitiba contam com serviço da Central do Resgate Social, mantido pela Fundação de Ação Social (FAS), que lhes oferece comida, abrigo, roupas e uma possibilidade de transformar a realidade.
Segundo a gerente técnica de supervisão dos educadores da Central, Ana Márcia Noga, aqueles que chegam até o albergue da prefeitura são cadastrados e depois encaminhados a um tratamento de saúde. Os que estão saudáveis são encaminhados ao Serviço Social, que trabalhará com a possibilidade de ressocialização, através da retomada do contato familiar, expedição de documentos, cursos profissionalizantes e volta aos estudos.
Este trabalho nem sempre encontra vastos resultados. Em 2006, apenas 26 pessoas, segundo a gerente, saíram das ruas através da iniciativa da FAS. Ana Márcia afirma que o trabalho desenvolvido é muito particular, de acordo com os desejos de cada um dos assistidos. A grande maioria dessas pessoas tem problemas com drogas ou álcool e um número significativo possui algum tipo de transtorno mental.
Segundo dados da prefeitura de Curitiba, cerca de 200 moradores de rua são abordados diariamente pelos educadores da Central e convidados a ir até o albergue, mas nem todos aguardam os encaminhamentos da FAS. ''A maioria só fica por uma noite, depois retorna às ruas'', afirma Márcia. (A.A.)

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