O candidato do PMDB ao governo do Estado, senador Roberto Requião, pretende priorizar, se for eleito, o incentivo à agricultura e às micro, pequenas e médias empresas do Paraná como forma de garantir o aumento dos postos de trabalho.
Na agricultura, ele quer reativar o Programa Panela Cheia, desenvolvido em seu mandato como governador. ‘‘Os agricultores nesse governo estão abandonados, sem financiamento ou assistência técnica, pagando juros absurdos’’, diz Requião. Com o Panela Cheia, o agricultor pode obter financiamentos com equivalência em produto. Um fundo de apoio à agricultura familiar com crédito e apoio técnico também está nos planos dele, além de investimentos na agroindústria.
No setor empresarial, Requião promete isentar as micro empresas do pagamento de impostos. Em troca do crédito fiscal, elas assumem o compromisso de criar mais vagas. As médias e grandes empresas também terão linhas de crédito especiais, desde que gerem novos empregos. O peemedebista também propõe a criação do Banco do Povo, uma linha especial de crédito para quem deseja abrir ou ampliar um pequeno negócio, com a concessão de empréstimos entre R$ 500,00 e R$ 10 mil - a juros subsidiados. Às montadoras ele só pretende dar incentivos fiscais se elas tiverem um sócio paranaense.
Também está no plano de governo de Requião o Programa Primeiro Emprego para oferecer qualificação profissional aos jovens de baixa renda. Ainda consta da proposta a criação de estágios remunerados em parceria com empresas privadas e órgãos públicos.
No setor de moradia, ele pretende reativar o Programa Casa da Família, no qual a prestação das casas populares com 52 metros quadrados não ultrapassa 20% do salário mínimo. Na segurança, também propõe a volta do Projeto Povo, com policiamento ostensivo volante e uma ampla operação para desarticular quadrilhas. Na saúde, quer dobrar o orçamento do setor e implantar o Programa Médico de Família.
Na educação, Requião garante que vai acabar com o Paranaeducação, criado pelo governo Lerner. ‘‘Uma tentativa do atual governo de privatizar o ensino público, que vai continuar gratuito’’, afirma. Ele assinou carta-compromisso em defesa da educação e promete implantar o Projeto Bolsa Escola, que garante um salário mínimo por mês às famílias de baixa renda que mantiverem os filhos de até 14 anos na escola.
O senador também tem como uma de suas principais propostas de governo o fim do pedágio. Ele promete decretar a nulidade da concessão das rodovias federais do Paraná à iniciativa privada em seu primeiro mês de mandato e no caso da privatização do Banestado, pretende fazer com que ele ‘‘volte a ser exemplo de banco público’’.

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