Há dois anos, quando a capital paranaense completou 314 anos, a Folha de Londrina, por meio do então recém-criado caderno Curitiba, fez uma reportagem em que retratava o imaginário coletivo desta grande cidade. A reportagem buscou opiniões de pessoas de vários cantos do Brasil que nunca estiveram aqui para saber o que pensavam da nossa terra. A maioria dos entrevistados tinha em mente a ideia de um lugar bem planejado, organizado, limpo, com moradores cultos, porém frios e fechados a novas amizades. Verdade ou mito?
Nesses dois anos e meio de existência, o Folha Curitiba procurou desvendar o perfil do curitibano - o cidadão que nasceu na Capital e os "estrangeiros" que vieram de outros municípios paranaenses, estados e países e que mudaram de uma forma bem marcante a personalidade da cidade.
Nas páginas do Curitiba, caderno que circula na Folha de Londrina de terça a sexta-feira, o leitor não vai encontrar furos jornalísticos. As notícias de impacto estão nas editorias de política, cidades, cultura, economia, geral e esportes do nosso veículo. No Folha Curitiba estão as histórias de personagens anônimos (ou não) que fazem daqui um bom lugar para se viver. Além de relatos de fatos marcantes, como a Guerra do Pente, os jogos da Copa do Mundo de 1950, entre outros.
Veja neste caderno especial pelo aniversário da cidade, um resumo de algumas reportagens publicadas no Folha Curitiba entre dezembro de 2006 e dezembro de 2008.



Quem inventou a pipoca com bacon?
A pipoca salgada com bacon, alimento tão comum na cidade, surgiu em 1978, em um jogo de futebol no Estádio Joaquim Américo (Kyocera Arena), do Atlético. A vendedora ambulante Maria Aparecida de Oliveira queria oferecer uma coisa diferente para os torcedores e, antes de ir para o estádio, passou no açougue e comprou meio quilo de bacon. "Então eu mais ou menos lancei o troço, porque depois disso o pessoal copiou a receita e todo mundo só vende pipoca com bacon em Curitiba", disse dona Maria Aparecida.
14/12/2006

A linha de ônibus mais movimentada
Sexta-feira, 18 horas. A equipe de reportagem da Folha de Londrina embarca na terceira linha de transporte público mais movimentada do Brasil, a Santa Cândida-Capão Raso com 17 quilômetros e que em 2006, ano de publicação da matéria, completava 32 anos de existência. São 160 mil passageiros por dia, cortando a cidade de Norte a Sul. A Folha conversou com usuários que utilizam aquela linha, um público bem variado, formado por vendedores, estudantes, pedreiros, publicitários, auxiliares gerais.
15/12/2006

O som da cidade
A Coluna Mundo Jovem, que atualmente circula no Folha 2, nasceu no Folha Curitiba, em dezembro de 2006. Todas as quintas-feiras, assuntos que interessavam a galera mais nova: música, educação, trabalho, literatura, cinema, carreira profissional. Como nessa reportagem que discute o rótulo para Curitiba de capital do novo rock. Além da reportagem, o Mundo Jovem traz comentários de jornalistas da casa sobre filmes, música, livros e quadrinhos.
04/01/2007

O sotaque típico ainda existe?
Algumas palavras são típicas do curitibano. Por aqui, estojo é penal, salsicha é vina, piá é menino. Quem nasce na capital paranaense diz leitE quentE, ou tecnicamente falando, prima pela manutenção do E átono final, sempre que precedido das letras T e D. Ou como o orgulho local prefere dizer, aqui se fala como se escreve. Mas será que o curitibano está perdendo a sua identidade fonética.
24/01/2007

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