Renovação é marca da Redação
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Mari Tortato 
A rotatividade impera na equipe de jornalistas da Folha em Curitiba, nesta última década e meia. Na maioria das vezes, os profissionais partem em busca de novas perpectivas. E isso lá é vantagem para um jornal contar numa edição histórica? Não seria se a equipe não fosse vista como concentradora de bons profissionais.
A cada desfalque, a Redação se recompõe. Um exercício rápido de memória sobre os profissionais que passaram pela Folha nestes pouco mais de dez anos de sucursal reativada aponta para 20 a 30 nomes. Equipes comandadas primeiro por Maria Teresa Martins e depois por Deonilson Roldo renderam bons frutos. Joel Sampaio, Pedro Arlant, Elvira Fantin, Mônica Santanna, Hudson José, Júlio Tarnowsky, Sérgio Wesley, Maria do Carmo Batiston, Lorena Klenk Aubrift, Liége Fuentes, Franco Iacomini...
Foram-se alguns, e a equipe se recompôs no trabalho hoje apresentado por profissionais como Carmem Murara, Leandro Donatti, Israel Reinstein, Mônica Kaseker, Zeca Correa Leite, Luiz Cláudio de Oliveira, Míriam Karam, Jorge Eduardo, Albari Rosa, Kraw Penas, Vânia Casado e repórteres de história mais recente, todos instigados pela veia pulsante do sempre repórter Luiz Geraldo Mazza.
De uma sucursal de cinco a seis profissionais de texto e um fotógrafo que se desdobravam na cobertura seletiva de notícias enviadas - primeiro por telex, depois por fax e, então pelo sistema on line - para as editorias em Londrina, há dez anos, a equipe de Curitiba cresceu para 26 jornalistas e quatro fotógrafos.
Nesse intervalo, a Folha de Londrina virou Folha do Paraná para a região. A responsabilidade de abastecer o jornal não só continuou como cresceu, assim como cresceu a abrangência da cobertura. Hoje a Regional fecha, por dia, quatro páginas de um caderno de cidade e região, competindo forte no mercado. A edição tem cara própria, como tem a edição para Londrina, Oeste e Noroeste. A identificação da Folha com Curitiba é completada com uma página adicional de cultura (Caderno 2), uma coluna social diária e uma semanal. Colunas como a de Luiz Geraldo Mazza, o Informe Folha e, mais recentemente a Livre Iniciativa, de Pedro Ribeiro, são produzidas em Curitiba.
A Folha mudou de propriedade e a sucursal de Curitiba viveu mais perto essa mudança, ascendendo - por obra determinada e guerreira de Regina Kracik Teixeira - à condição de diretoria regional. Mudou a estrutura e a estratégia, e com aval do diretor-superintendente, João Antonio Vieira Filho, essa revolução interna e de produto não mexeu na raiz, o trunfo da velha Folha de Londrina, que sofrevive a qualquer formação de equipe, fazendo o jornalismo que emprega o princípio básico do ouvir os dois lados, alimentando a reportagem quando os espaços em outros jornais se comprimem. O jornalismo da Folha se mantém preservado.


