Renda per capita e qualidade de vida no Paraná
O acesso fácil aos principais meios de transportes pode ser colocado com um dos fatores que mais influenciou a instalação de novas fábricas no Paraná nos últimos quatro anos. No caso específico da indústria automotiva, onde a competitividade passa também pela rapidez em abastecer o mercado, a necessidade em deslocar com prontidão a produção às revendas conta ponto na conquista de clientes. Esta qualidade o Paraná dispõe, tanto em sua malha viária, ferroviária, como aeroportuária e portuária, diz o responsável pelo setor de rodovias da Secretaria do Estado de Transportes, engenheiro Wilson Justus.
Atualmente, o estado conta com 15,5 milhões de quilômetros de estradas asfaltadas e 2,3 mil quilômetros de ferrovias. Além disso, conta com um dos portos mais competitivos do País, sendo o quarto em volume de exportação. Quatro aeroportos de médio porte e dois internacionais, nas cidades de Foz do Iguaçu e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Além disso, geograficamente, o Paraná ocupa posição estratégica em relação aos maiores eixos econômicos do Brasil e do Mercosul, ficando a poucos horas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e também das cidades de Buenos Aires, Córdoba (ambas na Argentina) e uruguaia Montevidéu.
Soma-se a isso, a renda per capita superior em 10% à média nacional que o Paraná possui e a fama de Curitiba tenha a melhor qualidade vida do Brasil. Tudo isso faz com que o estado se torne atrativo para quem deseja investir, avalia Justus. Até o fim de dezembro, os novos investimentos industriais no Paraná eram de US$ 16 bilhões.
Há quatro anos, o Porto de Paranaguá iniciou um processo de modernização, retirando da administração do porto a operação portuária e passando a movimentação de cargas à iniciativa privada. O resultado é que o porto está entre os quatro do País com menor tarifa de serviços.
O Complexo do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá é composto por um conglomerado de silos horizontais e verticais, dentro das áreas e retroareas do porto, subdividido em três grandes grupos, sendo o principal deles o complexo graneleiro público da APPA, o qual, interligado à outros sete terminais privados, detém 80 % do total do volume movimentado pelo porto, 8.437.660 tons em 1997.





