Reifor faz caminho inverso e aposta no mercado interno
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de maio de 1997
Cláudia Lopes 
de Londrina
Desde a implantação do Plano Real, a Reifor Acumuladores teve uma redução de 30% em suas exportações, causada pela defasagem cambial e pelo fato do Brasil ter se tornado um mercado viável e crescente, segundo o gerente geral Maurício Garcia Cid. O aumento do consumo interno fez com que direcionássemos nossa produção para o mercado brasileiro, diz. No setor automobilístico, o mercado nacional é emergente. É o mercado do futuro. Brevemente, o Brasil reunirá o maior número de montadoras do mundo, devendo ultrapassar os Estados Unidos em número de indústrias instaladas. É por isso que nossa preocupação está em nos manter entre os quatro maiores fabricantes de baterias do País. A empresa do setor que for eficiente no Brasil, consequentemente, será no mundo todo.
Garcia Cid diz que a forte concorrência das empresas internacionais deixa ao empresário brasileiro do setor apenas duas alternativas: associar-se a um grande grupo de fora ou desfazer-se de seu negócio. Uma saída seria se tivéssemos os mesmos instrumentos dos concorrentes, ou seja, acesso a tecnologia através de financiamentos a longo prazo com juros internacionais.
A Reifor, que fabrica baterias automotivas para veículos de passeios, caminhões e ônibus, está se associando ao grupo europeu Autosil para obter tecnologia para produção de baterias estacionárias seladas, usadas em sistema de telefonia e de emergência. Garcia Cid diz que, com o Plano Real, a Reifor enfrentou problemas de inadimplência. A partir de 95, por causa do enxugamento do dinheiro na economia, a média nos atrasos de pagamentos era de 40 dias.
Como grande benefício do Plano Real, ele aponta a facilidade da empresa em projetar resultados. O Plano está educando os empresários a planejarem melhor seus negócios. Com a inflação, só dava para fazer planejamentos mensais. Agora, temos números projetados para daqui a dez anos, diz.
Nos últimos três anos, a Reifor investiu cerca de R$ 1 milhão no treinamento de pessoal e modernização de equipamentos. Atualmente, a empresa tem capacidade instalada para fabricação de 1 milhão de baterias ao ano. Desde 94, a Reifor registrou crescimento de 15% nas vendas. Para os próximos três anos, Garcia Cid prevê um crescimento de mercado de 10% ao ano. A empresa, que exporta para o Paraguai, Argentina e Uruguai, teve um ganho de produtividade de 10% de 94 até 96. Neste ano, a previsão é uma melhoria de cerca de 5% em relação a 96. A Reifor tinha 407 funcionários em 94. Atualmente, tem 370.RAIO X
Setor: Autopeças
Faturamento
- em 96: Não fornecido.
- Previsão para 97: Não fornecido.
Capacidade de produção: 1 milhão de baterias/ano
Funcionários: 370


