Todos dizem que caíram no mundo da espionagem por obra do acaso, fazendo alguma investigação de forma amadora. As respostas dos quatro profissionais entrevistados pela FOLHA em Londrina foram muito parecidas sobre a maneira que iniciaram na profissão.
Do ponto de vista legal, não é preciso muito para se tornar um detetive. Ainda não existe lei que regulamente a profissão. Projeto do deputado Celso Russomano (PP-SP), que dispõe sobre o assunto, está encalhado no Congresso Federal desde 2005. De concreto, só a Lei 3.099 de 1957 que fala sobre como regularizar um ''estabelecimento de informações reservadas''.
Com a ausência de normas, tornar-se detetive não é difícil. Um curso à distância da Central Única Federal dos Detetives do Brasil, entidade privada com sede em Brasília (DF), sai por R$ 390. O aluno recebe uma credencial de detetive e providencia um alvará na prefeitura. Existem outras empresas que oferecem formação de detetives, à distância ou presencial. Não é exigido nenhum outro registro.
''É trabalhando, no dia a dia, que se aprende a profissão'', ressalta o detetive Mário Biolada. ''É preciso cuidado. Tem muita gente boa, mas há picaretas no mercado'', alerta outro profissional.

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