Curitiba - Um dos próximos roteiros planejados pelo grupo de amigos é ir até a histórica cidade inca de Machu Pichu. Viagem que depende da conclusão da estrada que ligará o Sul do Acre ao Nordeste do Peru. ''Com esta rodovia será possível chegar até lá transitando por estradas em melhores condições'', afirma Napoli. Existem outras rotas rodoviárias até o berço da civilização inca, uma bem mais longa, cruzando a Cordilheira dos Andes na fronteira entre Argentina e Chile e percorrendo toda a costa chilena, e outra passando pela Bolívia, por estradas em condições precárias, quando existem.
Diante disso, os viajantes, que passam longe do estilo aventureiro muitas vezes relacionado aos motociclistas, aguardam melhores condições para incluir o Peru entre seus destinos. Normalmente, o grupo opta por rodovias asfaltadas, até encara uma ou outra estrada de terra, mas nada radical.
Em uma estrada bem asfaltada e com a gasolina pura vendida nos países do Cone Sul - no Brasil há adição de 25% de etanol -, os motociclistas percorrem com facilidade as longas distânicas das viagens. ''Nestas condições podemos manter uma velocidade média de 140 km/h sem maiores problemas. Para descansar, paramos a cada 200 quilômetros percorridos. E temos duas regras básicas para manter todas as motos unidas: nunca perder de vista o farol da moto que vem atrás e sempre seguir o líder do comboio, mesmo se ele errar o caminho'', complementa. (L.B.)

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