Na aparência e no jeito de ser, ela lembra Grazi Massafera - e não se importa com a comparação. Modelo há nove anos, Jaciane Reis, 24 anos, que esbanja simpatia, tem uma história peculiar na profissão. Confessa que nunca foi adepta de regimes e academia, mesmo assim conquistou espaço no mercado, principalmente o publicitário, e chegou ao título de miss Londrina em 2007. No mesmo ano, por dois pontinhos, não se tornou a miss Paraná.
Espontânea, Jaciane surpreende com suas histórias. Ela conta que dispensa os convites para desfilar nas passarelas, sob os protestos da mãe, por considerar que não tem o estereótipo ''magérrimo'', apesar de seus 1,76m.
No miss Londrina, decidiu competir quando faltavam somente dois dias para a eliminatória. Quando deu por si, estava recebendo a faixa. Mal deu tempo de ''cair a ficha'' sobre a conquista do título de a mais bela londrinense e dois dias depois já estava na disputa do miss Paraná.
''Nem sabia que o apresentador do concurso nos faria perguntas. De repente fui chamada, diante de toda a platéia. Não me lembro qual foi a pergunta e nem qual foi a minha resposta. Sei que o povo me aplaudia, ria e gritava Londrina, Londrina!''
A falta de tempo para se preparar custou o título estadual. ''Faltou malhação'', explica. Jaciane ficou com o segundo lugar e um baita alívio. ''Quando sobramos no palco a vencedora e eu, pensei: não quero mais ser miss Paraná. Não estava preparada para ir para um miss Brasil'', surpreende.
Atualmente trabalhando também como empresária, ela diz que a profissão de modelo tem sim as suas agruras, como as cantadas masculinas e meninas que não se valorizam, trabalhando por valores irrisórios ou de graça. O mercado de Londrina também não oferece grandes oportunidades.
No entanto, ela atende empresas de Maringá, onde posa para catálogos de moda. Cada trabalho desses lhe rendem R$ 1 mil. ''É gratificante fazer um trabalho e depois se ver bem em outdoors e revistas'', conclui, com sorriso no rosto. (W.S.)

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