A região de Guarapuava concentra o maior rebanho de gado bovino charolês no Estado - cujo número está sendo levantado - e, por isso, é considerada o centro genético da raça no País. O trabalho de melhoramento do charolês teve início em 1992, quando o Núcleo dos Criadores de Charolês da Região de Guarapuava fez a primeira importação de sêmens e embriões da França, que é considerada o berço da raça.
Segundo o presidente do Núcleo, Johan Zuber Júnior, os associados foram os pioneiros nas transferências de embriões feitas no Brasil com o material importado. O melhoramento genético do charolês foi possível graças aos programas de inseminação, cruzamento industrial e aumento de produtividade realizado pelos criadores.
A adaptação do charolês na região tem duas mãos: o clima frio, semelhante ao da Europa, deixa o animal à vontade; de outra parte, o clima e as condições e o tipo de solo exigem uma pecuária com animais mais altos, com prepúcio curto, habilidade materna, facilidade de parto e bom desenvolvimento muscular - condições apresentadas pelo gado charolês. (E.M.)

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