Bal­neá­rio Cam­bo­riú – Pa­ra ­quem gos­ta de sos­se­go, a op­ção é pe­gar o car­ro, ou os ôni­bus de li­nha, e ir em di­re­ção ao sul pe­la BR-101 e pe­gar a In­ter­praias. Ro­do­via que dá aces­so as ­praias agres­tes ao Sul de Bal­neá­rio Cam­bo­riú.
  Dis­tan­te 12 Km do cen­tro da ci­da­de exis­tem ­praias agres­tes, com es­pa­ços pre­ser­va­dos de Ma­ta Atlân­ti­ca e be­le­zas que cha­mam a aten­ção. A pri­mei­ra ­praia, Es­ta­lei­ri­nho, re­cen­te­men­te tor­nou-se a ­praia da mo­da. ­Suas ­areias são to­ma­das por jo­vens que bus­cam na sua be­le­za na­tu­ral um re­fú­gio da ba­da­la­ção da re­gião cen­tral.
  Com ba­res e res­tau­ran­tes a bei­ra-mar, os tu­ris­tas que fre­quen­tam Es­ta­lei­ri­nho não têm do que re­cla­mar. Gra­çons ser­vem os tu­ris­tas nos guar­da-­sois e es­pre­gui­ça­dei­ras dis­pos­tas nas ­areias. Pa­ra re­fres­car, o tu­ris­ta po­de op­tar pe­lo tra­di­cio­nal ba­nho de mar ou ba­nhos em du­chas dis­pos­tas ao lon­go das ­areias. O em­pre­sá­rio Wil­lian Viei­ra, de Lon­dri­na, apro­vei­tou a fol­ga do iní­cio do ano pa­ra vi­si­tar a ­praia de Es­ta­lei­ri­nho. Ele, jun­ta­men­te com os ami­gos Ro­dol­fo Sil­va e Ma­theus Nie­ro, re­sol­ve­ram des­can­sar na ­praia. ‘‘Fre­quen­to há mui­tos ­anos o li­to­ral ca­ta­ri­nen­se, em bre­ve pre­ten­do cons­truir uma ca­sa na ­região’’, co­men­ta Viei­ra.
  O tam­bém lon­dri­nen­se Ro­dol­fo Sil­va afir­ma não ter a mí­ni­ma von­ta­de de co­nhe­cer as ­praias do Nor­des­te do Bra­sil. ‘‘ Pe­lo que sei ­aqui não dei­xa na­da a de­se­jar pa­ra as ­praias de lá (Nor­des­te)’’, afir­ma Sil­va. A afir­ma­ção é con­fir­ma­da pe­los ami­gos. Pa­ra ­eles, a pai­sa­gem (in­cluin­do a fe­mi­ni­na) não dei­xa na­da a de­se­jar ao li­to­ral nor­des­ti­no.
  A via­gem do gru­po de ami­gos le­vou apro­xi­ma­da­men­te se­te ho­ras e foi fei­ta em ­três car­ros. Do gru­po de ­seis ami­gos, ape­nas ­três re­sol­ve­ram pas­sear e des­fru­tar de Es­ta­lei­ri­nho. ‘‘Os ou­tros re­sol­ve­ram fi­car dor­min­do em ­casa’’, brin­ca Sil­va.
  ­Além de pas­sar fé­rias na ­praia, Viei­ra tam­bém tem uma fi­lial de sua em­pre­sa na re­gião. Se­gun­do ele, o que ­mais ­atrai os ami­gos pa­ra a ­praia de Es­ta­lei­ri­nho, ­além da in­fraes­tru­tu­ra, é a tran­qui­li­da­de do trân­si­to e a be­le­za da ­praia. O prin­ci­pal fa­tor pa­ra ele. As vi­si­tas do gru­po não se li­mi­tam so­men­te a tem­po­ra­da, fo­ra de­la ­eles fre­quen­tam Bal­neá­rio pa­ra ne­gó­cios.
  Já as en­fer­mei­ras e ami­gas de Ma­to Gros­so do Sul, La­ris­sa ­Ruiz e Daia­na Ca­mar­go vi­si­ta­ram a ­praia por in­di­ca­ção do ir­mão de Daia­na. ‘‘Ele fa­lou de um bar­zi­nho na ­praia com mú­si­ca e pes­soas bo­ni­tas ­circulan-do’’, lem­bra Daia­na. As ami­gas via­ja­ram apro­xi­ma­da­men­te 1,2 mil qui­lô­me­tros. O mo­ti­vo pe­lo ­qual prou­ra­ram a ­praia, is­so é unâ­ni­me pa­ra ­elas. ‘‘Não tem lu­gar ­mais ba­da­la­do que Cam­bo­riú. Já fui pa­ra o Nor­des­te e não tro­co Bal­neá­rio por ­lᒒ, afir­ma La­ris­sa.
  Em Es­ta­lei­ro, ou­tra ­praia agres­te, po­rém me­nos ba­da­la­da que Es­ta­lei­ri­nho, o vi­si­tan­te tam­bém tem aces­so a to­das as mor­do­mias (ser­vi­ço na ­praia), no en­tan­to os ba­res e res­tau­ran­tes são na rua. O que não im­pe­de de gar­çons cir­cu­la­rem en­tre os ba­nhis­tas. Um vai e vem de gar­ra­fas de cer­ve­ja e pe­tis­cos.
  Em ­meio aos vi­si­tan­tes, a fa­mí­lia Oli­vei­ra, de Umua­ra­ma, se des­ta­ca no vi­sual da ­praia. A mãe, Val­de­li­ce Ben­to Fon­tes, du­ran­te mui­tos ­anos fre­quen­tou o li­to­ral ca­ta­ri­nen­se. Re­cen­te­men­te re­sol­ve­ram apro­vei­tar as ­praias do Pa­ra­ná. Mas a mãe não ­abriu mão de que ­suas fi­lhas, Pau­la Fon­tes de Oliei­ra e Ju­lia­na Fon­tes de Oliei­ra, co­nhe­ces­sem as ­praias agres­tes do li­to­ral ca­ta­ri­nen­se. O pai das me­ni­nas, Moi­sés Do­ni­ze­te de Oli­vei­ra co­men­ta que a fa­mí­lia já fe­quen­tou mui­to as ­praias do Pa­ra­ná, ago­ra é a vez de re­ver o li­to­ral vi­zi­nho.
  Pa­ra ­quem tem um es­pí­ri­to na­tu­ra­lis­ta, a op­ção é a ­praia do Pi­nho. A pri­mei­ra ­praia de nu­dis­mo do Bra­sil. A ­praia re­ti­ra­da e lon­ge da vis­ta dos cu­rio­sos é com­pos­ta de ve­ge­ta­ção e pe­dras, ­além de uma fai­xa de ­areia. An­tes de en­trar, o vi­si­tan­te é ‘‘­convidado’’ a se des­pir, uma re­gra se­gui­da a ris­ca pe­los fre­quen­ta­do­res do lo­cal.

mockup